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03/11/2019

'Sou menina bonita sem namorado', diz Bolsonaro sobre Partido Militar

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Foto: Divulgação

Presidente considera deixar partido atual

O presidente Jair Bolsonaro disse no sábado (2) que é "uma menina bonita sem namorado", ao comentar a possibilidade de deixar o PSL e migrar para o Partido Militar Brasileiro.

 

Bolsonaro trava uma disputa com a atual direção do PSL e, com o apoio de um grupo de 23 parlamentares, acionou a PGR (Procuradoria-Geral da República) para afastar o deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE) do comando da sigla.

 

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo informou neste sábado, Bolsonaro enviou emissários para saber se o Partido Militar Brasileiro pode ser o seu destino, caso decida deixar a legenda pela qual foi eleito.

 

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A nova sigla é articulada pelo coordenador da bancada da bala, deputado Capitão Augusto (PL-SP), e está em fase final de criação, aguardando apenas o aval do Tribunal Superior Eleitoral.

 

Um dos emissários foi o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), ex-coordenador da bancada da bala e amigo pessoal de Bolsonaro. Há duas semanas, ele procurou o deputado do PL por telefone para saber o que faltaria para colocar a nova legenda de pé.

 

"Sou menina bonita sem namorado. Fico muito feliz em ter vários convites", disse o presidente a jornalistas, ao deixar o Palácio da Alvorada.

 

Bolsonaro falou com a imprensa antes de ir a uma concessionária da Honda, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), em Brasília, a 14 km da residência oficial, para buscar a moto que comprou. O modelo adquirido pelo presidente é uma Honda NC 750X azul. O preço de mercado é R$ 33.980,00, segundo o site oficial da marca.


O pedido de criação do Partido Militar Brasileiro foi protocolado na Corte Eleitoral em fevereiro de 2018, após Augusto cumprir todas as etapas para o registro - coletar ao menos 491,9 mil assinaturas em, no mínimo, nove Estados, preparar estatuto e programa partidário e realizar ato de fundação. Até hoje, porém, o TSE não definiu um relator para a solicitação e não há prazo para que isso ocorra.

 

Um interlocutor do presidente disse reservadamente à reportagem que "em breve saberemos" a decisão do presidente.

 

Explicações


Nesta semana, o Ministério Público Eleitoral pediu explicações ao PSL sobre as suspeitas de "indícios de ilegalidades" na movimentação do dinheiro do partido levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro e um grupo de parlamentares à Procuradoria-Geral da República.

 

Bolsonaro acionou na última quarta-feira (30) a PGR pedindo o bloqueio do fundo partidário de seu partido e o afastamento do presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), do cargo em "nome da transparência".

 

A disputa entre Bivar e Bolsonaro opõe dois ex-ministros do TSE: Admar Gonzaga [amigo pessoal de Bolsonaro, que já se referiu ao advogado como "meu peixe"] e Henrique Neves [que está prestando assistência jurídica ao partido].

 

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Fontes que acompanham o caso informaram o Estado/Broadcast que não há precedente de afastamento de presidente de partido pelo TSE, e sim de suspensão e bloqueio de recursos do Fundo Partidário.

 

R7

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