Durante evento da XP, Dario Durigan afirmou que o governo deve ampliar o controle sobre as apostas, elevar a tributação do setor e restringir o acesso de beneficiários de programas sociais e pessoas endividadas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta sexta-feira (24) um controle mais rígido sobre as casas de apostas e afirmou que o governo deve ampliar a regulamentação e a tributação do setor. Durante um evento da XP Investimentos, ele comparou as bets ao cigarro e disse que é necessário adotar medidas para desestimular o uso frequente das plataformas.
“Temos que tratar bet igual tratamos cigarro. Temos que ir tratando com controle”, afirmou o ministro. Segundo Durigan, as empresas deverão pagar outorga e informar ao governo dados sobre as apostas realizadas, permitindo a identificação de pessoas que apostam de forma frequente.
O ministro também defendeu restrições para pessoas em situação de vulnerabilidade financeira. Segundo ele, beneficiários de programas sociais, como Bolsa Família e BPC, não podem apostar. Durigan também citou pessoas endividadas que aderiram ao Desenrola e afirmou que o governo trabalha para reduzir a publicidade relacionada às bets.
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Durante o evento, o ministro ainda falou sobre o endividamento das famílias e defendeu que bancos tenham mecanismos para avaliar melhor a situação financeira dos consumidores antes de liberar novos créditos. Para ele, pessoas que já possuem vários cartões e acumulam dívidas não deveriam receber novas ofertas de crédito sem uma análise mais rigorosa.
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Durigan também afirmou que o governo mantém o compromisso com o equilíbrio das contas públicas e citou a expectativa de estabilização da dívida entre 2029 e 2030. O ministro destacou, porém, que o cenário econômico ainda enfrenta desafios, incluindo as decisões sobre juros nos Estados Unidos, as tarifas anunciadas pelo governo de Donald Trump e as incertezas provocadas pela guerra no Irã.