Fiéis lotam cerimônia em Teerã, exibem apoio ao regime e prometem vingança pela morte de Ali Khamenei em ataques que desencadearam a guerra contra Israel e EUA
Milhares de iranianos lotaram, neste sábado, a Grande Mosalá Imam Khomeini, em Teerã, para a primeira cerimônia pública de despedida do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei. A exposição do caixão, que integra um funeral de Estado previsto para durar seis dias, começou às 6h (horário local) sob forte esquema de segurança, quatro meses após o aiatolá ser morto em bombardeios israelenses e americanos que desencadearam, em 28 de fevereiro, a guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos.
O corpo de Khamenei permanece exposto na Grande Mosalá, um vasto complexo religioso da capital iraniana. Sobre o caixão repousa seu emblemático turbante negro, símbolo da linhagem religiosa do líder que comandou o país por mais de três décadas.
Ao lado do caixão de Khamenei também estão expostos os caixões de familiares mortos nos mesmos ataques que atingiram o líder iraniano em fevereiro. Segundo a imprensa estatal, entre eles estão sua filha mais velha, Seyyedeh Boshra Hosseini Khamenei; o genro, Mesbah-ol-Hoda Bagheri; a nora, Zahra Haddad Adel; e a neta, Zahra Mohammadi Golpaygani, de apenas 14 meses.
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Enquanto o corpo do aiatolá era exibido sob uma estrutura de vidro, uma multidão marchava pelas avenidas fechadas ao tráfego no centro de Teerã. Mulheres carregavam buquês de flores brancas, enquanto outras choravam e entoavam cânticos religiosos sob temperaturas próximas dos 36°C, segundo a rede americana CNN.
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Imagens transmitidas ao vivo mostraram grupos de fiéis batendo ritmicamente no peito, um tradicional gesto de luto entre os xiitas. Caminhões-pipa lançavam jatos de água sobre a multidão para amenizar o calor, enquanto cartazes e painéis espalhados pela cidade exibiam retratos do ex-líder iraniano.
Vestidos majoritariamente de preto, vários milhares de participantes se reuniram no local desde o amanhecer deste sábado, antes mesmo de a televisão estatal anunciar oficialmente o início das cerimônias.
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Fotos: Reprodução
Muitos carregavam bandeiras xiitas vermelhas com a inscrição "Mártir". Segundo um jornalista da AFP, alguns participantes gritaram "Vingança!", além de "Morte aos Estados Unidos, morte a Israel!", um slogan frequente em manifestações oficiais.
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Também foram vistas faixas vermelhas com o apelo "#MatarTrump", justamente quando os Estados Unidos celebram o 250º aniversário de sua independência.