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20/05/2020

12 maneiras de reduzir a chance de sofrer um AVC. CONFIRA

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Foto: Reprodução

Veja 12 maneiras de reduzir a chance de sofrer um AVC

Segundo o Ministério da Saúde, 99,5 mil brasileiros morreram em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 2018. No ano anterior, o número registrado foi de 101,1 mil óbitos. Já em 2016 e 2015, 102,9 mil e 100,5 mil, respectivamente. Apesar da redução, o AVC é a segunda principal causa de morte no país, atrás apenas da cardiopatia isquêmica.

 

As duas doenças têm permanecido nos últimos 15 anos como as mais letais também em todo o mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Somente em 2016, foram 15,2 milhões de pessoas. 

 

O AVC acomete de crianças a idosos. Porém, observa-se que o risco aumenta com a idade, sobretudo a partir dos 50 anos, quando dobra a incidência de casos. Pessoas dessa faixa etária são mais predispostas a apresentar hipertensão, diabetes, colesterol alto e insuficiência cardíaca, que são alguns dos fatores de risco. Outras causas são, independentemente da fase da vida, obesidade, tabagismo, uso excessivo de álcool e drogas, sedentarismo e histórico familiar.

 

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Já em crianças e adolescentes a ocorrência é baixa e as causas, diferentes, como má formação da artéria, anemia falciforme, deficiência enzimática e problemas de coagulação (quando o sangue coagula muito, facilita a trombose, ou se não coagula, causa hemorragia).

 

Mas, afinal, o que é um acidente vascular cerebral?

 

A doença, conhecida popularmente como derrame, é denominada do tipo isquêmico quando a obstrução de uma ou mais artérias causa a falta de circulação de sangue em determinada área do cérebro —o que representa cerca de 80% dos casos. Esse processo é causado pela aterosclerose, ou seja, placas de gordura se formam e se acumulam nas paredes das artérias, por causa do colesterol alto, por exemplo. O que reduz o espaço para o sangue fluir, facilitando a formação e o rompimento de coágulos.

 

Já o do tipo hemorrágico é caracterizado pelo sangramento causado pelo rompimento de um vaso cerebral, motivado principalmente por hipertensão, ruptura de um aneurisma e doenças cardíacas. Nesse caso, a letalidade é maior. No entanto, os principais parâmetros da gravidade de um AVC são o tamanho e a localização. Eles que definem as sequelas e o sucesso da recuperação do paciente.

 

Os sintomas mais comuns são dificuldade para falar, tontura, forte dor de cabeça, dormência ou fraqueza do corpo e perda súbita de visão. Ao sentir esses efeitos, procure atendimento médico com urgência, pois a falta de oxigênio provoca rapidamente a morte das células cerebrais, que não se regeneram. Estaticamente, a chance de ter outro aumenta em 11 vezes.

 

Apesar da gravidade e do alto índice de óbitos, existem recomendações para reduzir as chances de sofrer um AVC. Veja quais são elas:


Controle a pressão

 

iStock

 

A hipertensão é disparado o maior fator de risco, sendo responsável por mais de 50% dos casos. A parte interna das artérias é composta pelo endotélio, tecido que permite que o sangue circule livremente, sem formar coágulos. A pressão alta danifica essa área, o que motiva a formação de trombos sanguíneos. Além disso, acelera a aterosclerose e o processo inflamatório na parede do vaso. Por isso, mantenha a pressão arterial na marca de 12/8, com a redução do consumo de sal e uma alimentação rica em fibras, legumes, frutas, verduras e cereais.

 

Reduza a gordura

 

iStock

 

O colesterol ruim (LDL) também agride o endotélio, e representa 25% das causas de AVC. O aumento de placas de gordura desencadeia a aterosclerose e pode obstruir as artérias. Portanto, evite açúcar refinado, farinha branca e o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e trans (salgadinho de pacote, bolacha recheada, carnes gordurosas, leite integral, margarina). Prefira peixe, oleaginosas (nozes, castanhas, avelã) e produtos integrais, para estabelecer as taxas recomendadas: HDL (bom) 40 mg/dl; LDL (ruim) 130 mg/dl; total (mistura do bom com o ruim) 190 mg/dl.

 

Modere no açúcar

 

Getty Images

 

O diabetes pode ser causado por fatores genéticos, mas também por uma dieta farta em açúcar, carboidrato e gordura. Não abuse de farinha branca, bebida alcoólica e docinhos de sobremesa. Troque por alimentos integrais e ricos em fibra, leguminosas, legumes, verduras e adoçante. Assim, você não ultrapassará o nível de 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dl) e evitará lesões no endotélio e doenças cardíacas.

 

Cuide do coração

 

iStock

 

As cardiopatias são fatores de risco importantes de AVC. A fibrilação atrial, por exemplo, promove o batimento irregular do coração, o que favorece a formação de coágulos, que podem ser liberados e chegar ao cérebro. Essa arritmia está relacionada com a idade, e atinge 10% das pessoas acima de 70 anos e 20% daquelas com mais de 80 anos. O infarto do miocárdio e a insuficiência cardíaca também aumentam a probabilidade de sofrer um derrame.

 

Atente ao peso

 

iStock

 

A obesidade facilita o surgimento de hipertensão, colesterol e diabetes. Por outro lado, pode causar, mesmo isoladamente, o AVC. O acúmulo de gordura no tecido adiposo abdominal forma substâncias que aumentam a formação de plaquetas, que é um dos elementos do sangue envolvido com a coagulação. Além de gerar síndromes metabólicas, o excesso de peso provoca apneia, que compromete a respiração e gera alterações cardiovasculares e complicações circulatórias.

 

Relaxe

 

iStock

 

O estresse promove a agregação das plaquetas, que funcionam no sistema de coagulação, e aumenta a pressão arterial, a arritmia cardíaca e a contração das artérias. Mude a vida cotidiana para sanar a irritação e a ansiedade, diminua a carga de trabalho, controle a ansiedade e fique atento à depressão. Realize atividades que tranquilizem a mente e o corpo.

 

Não fume

 

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As substâncias contidas no cigarro lesam o endotélio e estimulam o processo de aterosclerose, por serem potencialmente agressivas. Não importa a quantidade. Basta fumar para sofrer as consequências, que também podem aparecer no tabagismo indireto. Há estudos que mostram o aumento do número de casos de AVC em pessoas que convivem com fumante, quando se analisa a corrente sanguínea.


Beba com moderação

 

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O excesso de consumo de álcool leva a doenças cardiovasculares, facilita a aterosclerose e aumenta a agregação das plaquetas. A intoxicação alcoólica é perigosa por que causa desidratação e, em razão disso, perda de volume sanguíneo circulante. Por isso, modere. Beber de forma crônica —todos os dias e em grande quantidade— lesiona o fígado, provoca problemas de coagulação e até um AVC hemorrágico.

 

Saia do sofá

 

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O sedentarismo é um fator de risco baixo, mas importante, sobretudo nos hipertensos, obesos e portadores de diabetes e colesterol alto. Praticar exercício melhora o metabolismo corporal. Caminhe por 30 minutos todos os dias e faça atividades aeróbicas e de musculação. A intenção não é se tornar um atleta, mas trabalhar ações preventivas.

 

Durma bem

 

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Dormir de 7 a 9 horas é o suficiente para regenerar as células lesadas durante o dia. O sono irregular ou a falta dele aumenta a pressão arterial e a arritmia cardíaca. A quantidade insuficiente pode impactar, ainda, no estresse e na ansiedade. Outros mecanismos podem prejudicar a qualidade do repouso, como a apneia.

 

Avalie o uso de pílula anticoncepcional

 

Istock

 

Esse método contraceptivo pode provocar trombose em mulheres com histórico de familiares de primeiro grau que tiverem tal doença antes dos 50 anos. Nesse caso, é necessário avaliar o uso com um médico. Não é uma situação de contraindicação, mas pode ser um fator de risco para quem tem tendência à formação de trombos em algum órgão. Associado ao tabagismo, a chance aumenta exponencialmente.

 

Faça exames periódicos

 

kukhunthod/IStock

Fotos: Reprodução

 

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Avaliar a nossa saúde periodicamente pode ajudar a identificar a probabilidade de sofrer um AVC. Além da bateria geral para analisar as taxas de glicose e colesterol e a pressão arterial, vale rastrear o risco de doenças cardiovasculares, com a realização de exames como ultrassonografia, angiotomografia, angioressonância, ecocardiograma e holter. Intensifique o tratamento preventivo (a cada seis meses) caso tenha familiares de primeiro grau com histórico de doenças relacionadas ao AVC.

 

UOL

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