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02/02/2020

1ª morte por coronavírus fora da China é confirmada nas Filipinas

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Foto: Reprodução

Chinês de 44 anos deu entrada em hospital de Manila em 25 de janeiro e morreu neste sábado (2). Doença já matou 304 na China.

As Filipinas confirmaram neste domingo (2) a primeira morte pelo novo coronavírus fora da China. A vítima é um chinês de 44 anos que estava em Manila, e é o segundo caso da doença confirmado no país.

 

Segundo o Departamento de Saúde das Filipinas, o homem morreu no sábado (1º), e estava internado em um hospital da capital filipina desde 25 de janeiro com quadro de pneumonia.

 

"Ele desenvolveu pneumonia grave. Nos últimos dias, estava estável e apresentava sinais de melhora. No entanto, a condição do paciente piorou nas últimas 24 horas, resultando em sua morte ”, disse o secretário de Saúde Francisco Duque.

 

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Segundo um representante da Organização Mundial da Saúde nas Filipinas, o vírus não foi adquirido dentro do país. De acordo com Rabi Abeyasinghe, o homem morava em Wuhan, na província chinesa de Hubei, onde começou a epidemia. 

 

Wuhan, foi isolada pelas autoridades para tentar evitar novos contágios. Voos e viagens de trens estão suspensos.

 

Além da China e das Filipinas, mais de 20 países registraram casos da doença.

 

No Brasil, só suspeitas

 

Por aqui, o Ministério da Saúde informou neste sábado (1) que há 16 casos suspeitos. Nenhum foi confirmado. Os pacientes são de Ceará (1), São Paulo (8), Paraná (1), Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul (4).

 

Emergência de saúde pública


Na quinta (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que os casos do coronavírus são uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Com isso, uma ação coordenada de combate à doença deverá ser traçada entre diferentes autoridades e governos.

 

"Devemos lembrar que são pessoas, não números. Mais importante do que a declaração de uma emergência de saúde pública são as recomendações do comitê para impedir a propagação do vírus", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.


Infecções mais rápidas


O novo vírus, chamado de 2019-nCoV, está se espalhando mais rápido, mas mata menos do que os da SARS, que causou um surto na China entre 2002 e 2003, e que o H1N1.

 

A Sars matou 916 pessoas e contaminou 8.422 durante toda a epidemia. A taxa de letalidade é de 10,87%. Isso representa quase 11 mortes a cada 100 doentes. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

As duas infecções são causadas por vírus da família "coronavírus" e recebem este nome porque têm um formato de coroa.

 

Quanto ao H1N1, apenas no Brasil 796 pessoas morreram no ano passado. Foram 3.430 infectados. Ou seja, a gripe matou 23,2% dos pacientes internados no Brasil com sintomas, ou 23 a cada 100 doentes.

 

Recomendações


Os especialistas recomendam a “etiqueta respiratória” para evitar a transmissão: cobrir a boca com a manga da roupa ou braço em caso de tosses e espirros e sempre lavar as mãos.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que os serviços de saúde adotem protocolos de prevenção antes, durante e depois da chegada do paciente, com desinfecção e ventilação de ambientes.

 

Para quem trabalha em pontos de entrada no país, como aeroportos e fronteiras, é recomendado o uso de máscaras cirúrgicas.

 

Caso haja algum caso suspeito em aviões, navios e outros meios de transporte, é recomendado usar máscara cirúrgica, avental, óculos de proteção e luvas. A inspeção de bagagens deve ser feita com máscara cirúrgica e luvas.

 

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Ciclo do novo coronavírus - transmissão e sintomas — Foto: Aparecido Gonçalves/Arte G1

Foto: Reprodução

 

G1

 

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