As mães que passaram por uma cirurgia de emergência durante a gravidez podem ter certeza de que a exposição à anestesia não está ligada a problemas de desenvolvimento em seus filhos, revela um novo estudo do University Hospitals Leuven, na Bélgica.
Para o estudo, os pesquisadores compararam os resultados do neurodesenvolvimento para aqueles que foram expostos à anestesia enquanto estavam no útero com aqueles que não foram.
Eles analisaram avaliações de controle de comportamento, problemas psicossociais e distúrbios de aprendizagem, bem como diagnósticos psiquiátricos. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos de crianças.
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Os efeitos da anestesia foram de magnitude semelhante aos efeitos de fatores como nível de escolaridade dos pais e idade da mãe no parto, mostraram os resultados.
A exposição à anestesia durante a cirurgia de emergência não foi associada a deficiências clinicamente significativas, disseram os autores do estudo em um comunicado à imprensa. As mães foram submetidas à anestesia com drogas e técnicas modernas, tornando as descobertas relevantes hoje.
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Embora a cirurgia e a anestesia sejam normalmente evitadas durante a gravidez, até 1% das mulheres grávidas podem precisar delas para emergências de saúde inesperadas, e, embora os resultados do estudo não mudem a recomendação de que apenas procedimentos cirúrgicos urgentes e essenciais devem ser realizados durante a gravidez, as descobertas podem ser usadas para tranquilizar as gestantes que precisam de cirurgia.
Fonte: Terra