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Manaus
Avicultores têm criação, abate e comercialização de animais embargada por causa de denúncia de deputada no ramal do Brasileirinho e de assentamentos rurais de Manaus
Foto: Reprodução

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Em uma semana, o “PORTAL DO ZACARIAS” viu de perto o sofrimento e anotou os desafios porque passam os pequenos criadores e produtores da agricultura familiar da zona rural da Capital nos últimos quatro anos e em registros aleatórios no primeiro trimestre deste ano.

 

Na maioria das regiões que integram o “Cinturão Verde de Manaus e de Animais de Corte”, e as zonas quase seculares de criação e abate de aves, caprinos e ovinos, pequenos criadores e agricultores alegam que, “nós não temos mais condições de competir com o agronegócio avícola e de insumos oriundo do Sul, do Sudeste e do Mato Grosso”.

 

A aquisição de matrizes de animais para corte (principalmente pinto), os preços variam de acordo com o mercado registrado no primeiro trimestre deste ano no preço do milho, da ração e insumos, afora o custeio, “já não é nenhuma novidade para nós”, afirmam criadores do entorno da Capital Manaus em direção à Zona Leste e Norte.

 

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Para piorar a situação, o setor avícola manauara vem sendo bombardeado com sucessivas apreensões de animais abatidos, e já no ponto de entrega aos clientes em feiras, pontos comerciais aleatórios (e tradicionais de Manaus); principalmente nos locais de venda cadastrados na Sepror e na Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento da Prefeitura de Manaus) nos bairros e mercados.

 

LADO HISTÓRICO-CULTURAL

 

O manauara, segundo o setor avícola, caprino e ovino, “está habituado a comprar galinha abatida na hora” em feiras livres da Prefeitura e em locais de abate caseiro”. Além da carne de carneiro e bode - essa é a preferida dos amantes da tradicional “buchada de bode nordestina”.

 

Depois do caos registrado no mercado causado pelo avanço da Covid-19 no país, e especialmente no Amazonas, o setor avícola foi um dos mais afetados. As vendas caíram a um nível quase zero, informaram dirigentes da Associação dos Produtores do Ramal Brasileirinho, que reúne a maioria dos avicultores de Manaus.

 

SITUAÇÃO ATUAL

 

Ainda contando os prejuízos por conta da pandemia da Covid-19 e suas variáveis, esse segmento da agricultura familiar, ao menos quatro semanas vem enfrentando uma verdadeira campanha de desgaste e opressão no setor avícola por parte de agentes da fiscalização sanitária e do Batalhão Ambiental nos pontos de abate e comercialização espalhados pela cidade de Manaus.

 

As incursões, de acordo com relatos divulgados em reunião da última quarta-feira (15), em que o “PORTAL DO ZACARIAS” esteve presente, “a Fiscalização chega de surpresa sob o comando de uma deputada estadual, fecham os pontos e apreendem os produtos” sem, no entanto, revelarem a destinação dos produtos apreendidos. Na ocasião, a suposta parlamentar, em público, grava lives para seu portal pessoal, alegando que “as carnes apreendidas são impróprias para o consumo humano” - no que é rebatida pelos produtores e avicultores autuados.

 

Essa medida, segundo consulta feita a uma veterinária da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal (Adaf), órgão estatal vinculada à Secretaria Estadual de Produção Rural (Sepror) - que não quis se identificar - “é garantir a preservação, a sanidade e a segurança higiênica do que é vendido diretamente do campo ao consumidor”.

 

OUTRO LADO

 

Por parte do setor avícola, caprino e ovino da cidade de Manaus, “as apreensões feitas de supetão tem causado grandes prejuízos aos produtores e avicultores deste setor”. Segundo eles, “a legislação diz que, na inicial, a Fiscalização deve emitir notificação prévia a fim de que venhamos a nos adequar à legislação vigente”.

 

- E o pior de tudo, é que os produtos, como frangos abatidos na hora, carne de carneiro e de bode não se sabe da sua destinação, se são entregues às instituições de caridade, escolas ou centros do Idoso, suspeitam pessoas autuadas durante as operações da Adaf e do Batalhão Ambiental da Polícia Militar Estadual.

 

Ao novo tempo que terão pela frente para se adequar à legislação sanitária e suas variáveis para poderem continuar no mercado, avilcutores disseram que “nossos produtos são inspecionados, inclusive, a Sepror acompanha os criadores na assistência e o Idam, na elaboração dos projetos para obtenção de crédito junto à Afeam (Agência de Fomento do Estado do Estado do Amazonas), nos permite estar atuando no mercado de animais para corte.

 

Para que os criadores estejam aptos a contrair financiamentos do Governo para aquisição das matrizes (pintos), ração, milho e insumos, além do custeio, a Sepror e Afeam informam o Governo que “cada avicultor cumpriu as exigências legais”. Inclusive, exigências sanitárias sobre os criadouros, hoje, cujas certificação é reclamada pela Agência de Defesa Sanitária e Florestal (Aadaf) durante as fiscalizações que realiza deste ano início do ano.

 

No encontro a que o “PORTAL DO ZACARIAS” foi chamado a participar na quarta-feira, 15, os pequenos criadores dos ramais e estradas vicinais do entorno de Manaus, como o do Brasileirinho, afirmaram que, a partir de agora, “não temos de onde tirar dinheiro para pagar o financiamento ao Governo”. Eles estão impedidos de verem seus produtos e animais para corte no mercado local.

 

O Governo do Estado, através da Afeam, liberou recursos na rodem de R$ 21 mil, com carência de até quatro anos. Os avicultores que fizeram os financiamentos anunciados pelo governador Wilson Lima, “foi uma medida acertada para incentivar a criação, produção e comercialização de aves em pontos tradicionais, feiras e mercadinhos da cidade, o aue beneficia diretamente pequenos criadores de Manaus e do interior do Estado”.

 

Agora, os tomadores do financiamento para a avicultura não sabem como irão quitar as dívidas, porque, segundo afirmaram, “estamos sem escoar as aves já abatidas para o mercado de Manaus e não temos condições de vendê-las resfriadas fora de tempo”.

 

Só nos criadouros do Ramal do Brasileirinho, na Zona Leste da Capital, a perda de aves que deveriam ser abatidas no prazo estipulado de até 90 dias, de conformidade com as orientações dadas aos criadores pelo Idam e Secretaria Estadual de Produção Rural (Sepror), “pode chegar a 99% nos próximos dias”, admitiram dirigentes da Associação da categoria.

 

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Ainda sobre o assunto, os créditos financiados até agora, segundo a Secretaria de Produção Rural (Sepror) e do setor encarregado da liberação do dinheiro na Afeam (R$ 21. mil), o dinheiro foi destinado à aquisição de matrizes (pintos), ração (crescimento e engorda), milho e outros insumos em contrato para ser pago em quatro anos. E eles fizeram compromisso de pagá-lo com a comercialização de seus produtos, em até quatro anos.

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