Exames PSA indicam anomalias que ajudam no diagnóstico do tumor; procura foi apenas 7% mais alta
Em meio ao Novembro Azul, mês em que campanhas direcionam o olhar para a saúde do homem, dados de um levantamento inédito da Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil, mostram um aumento na procura por testes que ajudam a diagnosticar o câncer de próstata, assim como de resultados que apresentam alterações.
Em meio ao Novembro Azul, mês em que campanhas direcionam o olhar para a saúde do homem, dados de um levantamento inédito da Dasa, maior rede de saúde integrada do Brasil, mostram um aumento na procura por testes que ajudam a diagnosticar o câncer de próstata, assim como de resultados que apresentam alterações.
O crescimento da procura pelos testes foi mais significativo nas regiões Sul, onde foi de 30%. No Centro-Oeste e no Nordeste o aumento foi, respectivamente, de 12% e 11%. Já no Rio de Janeiro e em São Paulo, a busca cresceu de forma inferior à média nacional: mais 5% e 2%, respectivamente.
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— Essa detecção do aumento nos testes de PSA na minha compreensão é positiva, mostra que as pessoas estão entendendo melhor a importância de cuidar da sua saúde e perdendo o medo dos diagnósticos, já que os tratamentos estão muito melhores — avalia o diretor da Dasa Oncologia, Gustavo Fernandes.
Em relação às alterações, o crescimento foi também maior na região Sul, onde foram 58% mais anomalias identificadas do que no ano passado, e no Centro-Oeste, onde foram 28% mais altas. No Rio de Janeiro, houve 33% mais resultados acima do normal em 2023, o que chama atenção já que foram apenas 5% mais testes no estado.
QUEM DEVE FAZER OS EXAMES?

Foto:Reprodução
A realização dos exames de toque retal e PSA regularmente por homens assintomáticos para identificar de forma precoce o câncer de próstata deve ser uma decisão individual compartilhada com o médico, orientam especialistas.
O chamado rastreamento não é indicado de forma ampla pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), que citam a falta de benefícios relatados em estudos, já que não foi observada uma redução na mortalidade em decorrência da estratégia.
Porém, médicos da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) orientam que os homens conversem com o urologista a partir dos 50 anos para decidir de forma informada.
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Aqueles que pertencem a grupos de risco, que podem ser mais beneficiados, devem começar o monitoramento antes, aos 45 anos. É o caso de homens negros ou aqueles com parentes de primeiro grau com histórico da doença.
Fonte:MegaCurioso