Exames de rotina são importantes para monitorar o surgimento de nódulos na tireoide. Na maioria das vezes, os caroços são benignos
O câncer de tireoide é o tipo mais comum da região da cabeça e pescoço e afeta três vezes mais as mulheres do que os homens. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 16 mil novos casos da doença serão diagnosticados este ano no país.
Em formato de borboleta, a tireoide é uma glândula endócrina localizada na parte da frente e inferior do pescoço, que produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Ambos são secretados no sangue e levados para todos os tecidos, auxiliando o funcionamento de músculos e órgãos.
A glândula tireoide pode apresentar disfunções no decorrer da vida, ocasionando na alta ou baixa produção de hormônios, levando a quadros de hipertiroidismo ou hipotiroidismo, respectivamente.
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Além dessas disfunções, podem aparecer nódulos na tireoide. Na maioria das vezes, eles são benignos e não evoluem para tumores malignos. A realização periódica de exames é necessária para tranquilizar o paciente.
NÓDULO OU TUMOR?
Mais da metade da população adulta apresenta nódulos na tireoide, mas apenas 10% dos casos são diagnosticados como malignos.
Nos casos de câncer de tiroide, o sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo palpável ou visível na região da tireoide ou do pescoço. Em estágios mais avançados, podem ocorrer aumento dos gânglios linfáticos e do volume do pescoço, rouquidão, tosse persistente, dificuldade para engolir e sensação de compressão da traqueia.
De acordo com o oncologista Cheng Tzu Yen, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o câncer de tireoide é, na grande maioria dos casos, um tumor com baixa mortalidade.
“A doença costuma se apresentar como um nódulo clinicamente palpável que, em geral, não é de crescimento rápido, nem doloroso. O diagnóstico passa por exame de imagem, seguido de punção e avaliação do material por patologista experiente”, explica Cruz.
TRATAMENTO
O tratamento do câncer de tireoide é individualizado, pois leva em consideração o tipo e o tamanho do nódulo, o grau de vascularização, a localização, e o perfil do paciente – idade e sexo.
Depois da confirmação do câncer, o nódulo na tireoide será avaliado por um cirurgião de cabeça e pescoço, que determinará se o mesmo tem as características para ser tratado com cirurgia (lobectomia ou tireoidectomia), seja ela parcial ou total, ou por outra técnica, como a ablação.
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Quando há a indicação de cirurgia, o paciente deve ser avaliado também por um endocrinologista. “Esse especialista precisa participar da jornada de tratamento, por conta da necessidade de realizar a reposição de hormônios tireoidianos, em especial, nos casos em que a tireoide é totalmente removida”, afirma o médico.
Fonte:Metrópoles