NOTÍCIAS
Saúde
Caxumba: veja sintomas, causas e tratamento
Foto: Reprodução

Vacinação com a Tríplice Viral é a única forma de prevenir a caxumba

Conhecida também como papeira, a caxumba é uma doença de distribuição universal. Caracteriza-se pela alta morbidade e baixa letalidade, e surge sob a forma de endemias ou surtos. Ela é causada pelo paramyxovirus da classe rubulavirus, uma infecção viral aguda e contagiosa. Pode atingir qualquer tecido glandular e nervoso do corpo humano, mas é mais comum afetar as glândulas parótidas, as responsáveis pela produção de saliva, ou as submandibulares e sublinguais, próximas ao ouvido.

 

Mesmo sendo mais comum em crianças no período escolar e em adolescentes, a doença também pode afetar adultos em qualquer faixa etária. Normalmente, a caxumba tem evolução benigna, mas em alguns raros casos podem apresentar complicações resultando em internações e até mesmo culminar em morte.


Os principais sintomas da caxumba são: febre, dor na face e aumento do volume das glândulas salivares. Além dos principais sintomas, a doença pode provocar dor no corpo e na cabeça. Cerca de 30% das infecções podem não apresentar aumento aparente dessas glândulas.

 

Veja também 

 

'ESSA CIRURGIA TRANSFORMOU MINHA VIDA', DIZ PACIENTE QUE FEZ BARIÁTRICA NA FUNDAÇÃO HOSPITAL ADRIANO JORGE

 

Confira os erros mais comuns em exercícios de agachamento

 

Complicações mais graves são raras, mas podem ocorrer. É comum que a infecção em homens adultos provoque orquite (inflamação nos testículos). Nas mulheres, a infecção pode provocar mastite (infecção do tecido mamário). Em um terço dos casos, a infecção não apresenta sintomas (ou seja, é assintomática) e adquire maior gravidade após a adolescência, sendo a meningite e a epidídimo orquite duas importantes manifestações e complicações da doença, mas que geralmente não deixam sequelas.

 

Em menores de 5 anos, são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neuro sensorial da audição. Outras complicações são encefalite e pancreatite. Não há relato de óbitos relacionados à parotidite. Além disso, a ocorrência da caxumba durante o primeiro trimestre da gestação pode ocasionar aborto espontâneo.

 

Os principais sintomas da caxumba são:

 

Inchaço e dor nas glândulas salivares, podendo ser em ambos os lados ou em apenas um;


Febre;


Dor de cabeça;


Fadiga e fraqueza;


Perda de apetite;


Dor ao mastigar e engolir.

 

A transmissão da doença é principalmente via aérea, por meio da disseminação de gotículas de saliva do doente que possui o vírus, ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas. Na maior parte das vezes, a infecção se manifesta na infância.

 

Uma vez contaminada, a pessoa com caxumba consegue transmitir o vírus cerca de uma semana antes de aparecerem os sintomas e até nove dias depois dessas manifestações. A recomendação é de que o paciente fique longe do trabalho ou da escola, visto que pode contaminar outras pessoas.

 

O diagnóstico da caxumba é basicamente clínico, com avaliação médica nas glândulas. A confirmação laboratorial da caxumba vem no resultado desse exame de sangue, que apresenta anticorpos contra o paramixovírus, responsável por causar a doença.

 

Dessa forma, é possível excluir com certeza a hipótese de outras enfermidades ou doenças que tenham sintomas parecidos.

 

Não existe um tratamento específico para a caxumba. Por ser uma infecção viral, a caxumba é tratada naturalmente pelo organismo. A indicação é aliviar os sintomas com anti-inflamatórios, repouso, medicamentos para dor, temperatura e observação cuidadosa para a possibilidade de aparecimento de complicações. No caso de inflamação nos testículos, o repouso e o uso de suspensórios escrotal são fundamentais para o alívio da dor.

 

A vacinação é a única maneira de prevenir a caxumba. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e Treta Viral, que adiciona a proteção contra varicela (catapora).

 

Adultos que não foram infectados pelo vírus da caxumba na infância ou na adolescência têm indicação de ser imunizados, com exceção de gestantes e imunodeprimidos graves.

 

— Não existe até hoje um tratamento específico para a caxumba, o que temos hoje seria a prevenção. A vacina é altamente eficaz, transformando uma das doenças mais comuns em algo raro. Ainda existe a possibilidade de uma pessoa imunizada ter caxumba, mas a transmissão é menor e com pouca gravidade — explica Helio Bacha, infectologista do Hospital Albert Einstein.


Atenção: mulheres que nunca tiveram caxumba, nem tomaram a vacina, devem procurar um posto para serem vacinadas antes de engravidar. Na gestação, a doença pode provocar aborto.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

Deve-se ter em mente que existe a possibilidade de reinfecção quando a vacina perde a eficácia com o decorrer dos anos. Para uma pessoa que adquiriu caxumba, a recomendação é procurar um médico para diagnóstico e acompanhamento. 

 

Fonte: O Globo

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.