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Dores no cotovelo são comuns durante o treino de musculação? Entenda
Foto: Reprodução

Ortopedista explica a relação entre dores no cotovelo e musculação. Ele ressalta a importância em praticar o exercício com cuidado

A musculação costuma ser adotada principalmente por quem quer aderir a novos hábitos de vida com direito a um shape impecável, não é mesmo? Paralelamente, muitos não “dosam” o ritmo de treinamento e inevitavelmente passam a conviver com dores nos treinamentos. Eis que surge esta dúvida: é comum sentir dor no cotovelo na musculação?

 

“Na maioria das dores do cotovelo, a origem é um processo inflamatório e uma sobrecarga nos epicôndilos. Então, nós temos as epicondilites e na maioria das vezes são laterais dos extensores e dos supinadores. Não é só na musculação que vamos ter esse tipo de dor, também pacientes ou pessoas que façam trabalhos repetitivos na sua atividade profissional podem ter esse tipo de processo de sobrecarga, mas também na prática esportiva. Então, a musculação pode provocar epicondilite”, disse em entrevista exclusiva para o Sport Life o médico ortopedista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Dr. Alberto Miyazaki.

 

Essa tese não é o bastante para afastar qualquer pessoa da musculação, ou seja, o reforço é para que a melhor forma de proteger uma articulação seja exatamente a manutenção do equilíbrio muscular, o que deixa a musculatura fortalecida.

 

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“Não apenas para o cotovelo, mas para o quadril, o joelho, a coluna e assim por diante. O importante é sempre fazermos um fortalecimento cuidadoso, porque essa musculatura fortalecida é que vai proteger a nossa articulação”, acrescenta o Dr. Alberto.

 

Automaticamente, essa dor obriga a um praticante de musculação a se consultar rápido com um especialista para que haja direcionamento de um tratamento após um diagnóstico. A fisioterapia é o que costuma ser indicada.

 

“Como estamos falando de uma doença que é epicondilite, normalmente o tratamento é com fisioterapia. A fisioterapia tem que ser cuidadosa em que nós temos que primeiro diminuir a dor do paciente com analgesia, compressa de gelo e alongamento. À medida que essa dor vá melhorando, aí podemos começar a fazer o fortalecimento. A quantidade de fisioterapia pode variar de 10 a 30 sessões. Na falha do tratamento com a fisioterapia, existem outros métodos de tratamento, como as infiltrações com alguns tipos de medicamentos e na falha também desse tratamento aí sim existe a indicação da cirurgia”, detalha o ortopedista.

 

“Fortalecimento constante das articulações é o que vai prevenir as dores e as lesões. Então, uma pessoa que não esteja acostumada a praticar esporte tem de intensificar o fortalecimento de forma lenta e gradativa. Não pode chegar à academia e já levantar uma carga além do que suportaria”, orienta.

 

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O tênis é bastante comum a epicondilite lateral e agora mais recentemente o beach tennis, que é um esporte em que os movimentos são muito curtos e rápidos. É o tempo todo sobrecarregando ombro, cotovelo e punho. Então, é comum ter a epicondilite no beach tennis“, encerra o Dr. Alberto Miyazaki. 

Fonte: Metrópoles

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