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Escoliose: veja causas, sintomas e tratamento
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Condição é caracterizada por presença de uma curvatura anormal na coluna

A escoliose consiste em um desvio da coluna vertebral para um dos lados do tronco, determinada pela rotação das vértebras. Sua principal característica é a presença de uma curvatura anormal que tem a aparência de um C — em casos de apenas uma curvatura — ou de um S, quando há duas ou mais.

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 6 milhões de brasileiros têm uma curvatura significativa de escoliose. Em 80% dos casos, a maioria mulheres, a causa é idiopática, ou seja, sua origem ainda não foi esclarecida.

 

No caso das crianças, a deformidade se acentua nos picos de crescimento, e na maioria das faixas etárias é percebida pelo desnivelamento de ombro, visto de costas.

 

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TIPOS DE ESCOLIOSE

 

Segundo o ortopedista e chefe de serviço de coluna do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Ricardo Meirelles, existem quatro tipos principais de escoliose:

 

ESCOLIOSE IDIOPÁTICA

 

A escoliose idiopática é o tipo mais comum, sua origem é desconhecida no indivíduo. Ela pode acometer especialmente crianças e adolescentes, geralmente, dos 10 anos até o final da idade de crescimento. Pode apresentar curvatura em C ou S.

 

ESCOLIOSE CONGÊNITA

 

A pessoa com escoliose congênita já nasce com o desvio na coluna, devido à má formação ou divisão das vértebras. Também pode apresentar curvatura em C ou S.

 

ESCOLIOSE NEUROMUSCULAR

 

A escoliose neuromuscular é causada por problemas neurológicos como paralisia cerebral ou musculares que determinam fraqueza muscular, controle precário dos músculos ou paralisia decorrente de doenças como distrofia muscular.

 

ESCOLIOSE DEGENERATIVA

 

A escoliose degenerativa acomete pessoas após os 60 anos e é relacionada à degeneração dos discos intervertebrais. Pode apresentar curvatura em C ou S.

 

QUAIS OS SINTOMAS DE ESCOLIOSE?

 

Meirelles explica que a escoliose idiopática, congênita e neuromuscular geralmente não estão associadas a dor. Em alguns casos, crianças e adolescentes podem se queixar de desconforto devido a alteração na simetria do corpo durante o crescimento.

 

Já em pacientes com escoliose degenerativa, o ortopedista do Hospital São Vicente de Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia, Marcos Calixto, aponta que a dor na coluna pode ser um sintoma bastante incapacitante. Nesses casos, é importante avaliar também a associação da deformidade a um quadro de estenose do canal vertebral ou dos forames neurais, que há comprometimento neurológico.

 

O que você precisa saber sobre a escoliose - Hospital Dom Alvarenga

Foto: Reprodução

 

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE ESCOLIOSE?

 

O diagnóstico da escoliose é feito através de raio-x solicitado pelo ortopedista. A radiografia é capaz de registrar a ocorrência de desvios o alinhamento da coluna vertebral, medir o grau das curvaturas e identificar lesões que afetam os discos e as articulações, assim como visualizar sinais de fraturas, luxações ou tumores nessa região do corpo. Durante a consulta, é imprescindível que o médico avalie o histórico e a postura do paciente.

 

COMO TRATAR A ESCOLIOSE?

 

De acordo com Calixto, nos casos em que a deformidade é pequena e não há progressão durante o período de acompanhamento, costuma-se fazer somente a observação e exames radiográficos em intervalos regulares que variam de três a seis meses. Já quando se observa progressão da curvatura na coluna, o médico pode indicar o uso do colete para tentar evitar a progressão do desvio. Nos casos em que houve piora apesar do uso do colete ou em curvas mais acentuadas (acima de 45º) o tratamento cirúrgico costuma ser indicado.

 

Desde o caso mais simples ao mais complexo, o médico especialista pode encaminhar o paciente para tratamento fisioterapêutico, exercícios posturais, como RPG e pilates, além de atividades físicas como hidroginástica e outros. Em geral, não é usado nenhum tipo de remédio, apenas em caso de crise de dor.

 

É POSSÍVEL PREVENIR A ESCOLIOSE?

 

O que pode ser feito é ficar atento à saúde da sua coluna e fazer o diagnóstico precoce para impedir a acentuação da curvatura vertebral, além de fazer atividades físicas com acompanhamento profissional e prezar pela boa postura e carregamento de peso moderado. 

 

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Fonte: O Globo

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