Nesta terça-feira, tanto o Corpo de Bombeiros como as equipes da prefeitura continuam no local fazendo trabalho de rescaldo, já que ainda há focos de incêndio no aterro sanitário
Nesta terça-feira, um dia depois do incêndio no Lixão do Fischer, em Teresópolis, na Região Serrana, tanto o Corpo de Bombeiros quanto as equipes da prefeitura continuam no local fazendo trabalho de rescaldo, já que ainda há focos de incêndio no aterro sanitário. Entretanto, são de menor tamanho e produzem menos fumaça do que a observada na manhã de segunda-feira.
A prefeitura informou que 14 escolas e seis creches municipais do entorno ainda estão com as aulas suspensas. A Secretaria Municipal de Educação está avaliando a situação, juntamente com órgãos técnicos para traçar novas diretrizes sobre o andamento das aulas nas outras unidades escolares e no turno da tarde. O atendimento nos hospitais o no serviço de transporte público está normalizado.
Equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam durante toda a segunda-feira no combate ao incêndio, acompanhadas com ajuda das secretarias municipais de Defesa Civil, Meio Ambiente, Segurança Pública e de Obras e Serviços Públicos. As atividades foram paralisadas à noite por segurança.
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O trabalho prossegue com a construção de um acesso com retroescavadeiras para que as equipes possam acessar o local exato do foco de incêndio e, assim, eliminá-lo definitivamente. Falta pouco para conclusão desse trabalho, segundo a prefeitura. Também segue a investigação do incêndio, que pode ter sido resultado de um ato criminoso.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que notificou a prefeitura de Teresópolis e que seus técnicos estão atuando no monitoramento da qualidade do ar.
ENTENDA O CASO:
A manhã de segunda-feira em Teresópolis começou cinza, como mais uma durante o inverno na cidade serrana, marcada pelos nevoeiros. Contudo, o cheiro de fumaça denunciava não se tratar da conhecida condição climática. O lixão no bairro Fischer, na BR-116, em funcionamento sob liminar da Justiça há seis anos, havia pegado fogo, espalhando uma nuvem de fuligem por toda a cidade. O incêndio foi controlado por volta das 12h, três pessoas deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento e estabelecimentos comerciais suspenderam as atividades temporariamente. Tudo voltou ao normal, exceto o lixão, que será pauta de debate entre o município, o Ministério Público e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), nas próximas semanas.
O destino do lixo em Teresópolis é um problema antigo. Em 1995, como relata o Ministério Público do Rio de Janeiro, uma Ação Civil foi instaurada sugerindo melhorias no descarte de resíduos. O município, com ajuda de recursos disponibilizados pelo estado, conseguiu melhorar a gestão do local por alguns anos, mas omissões administrativas levaram-no à estaca zero. Atualmente, há uma grande quantidade de lixo a céu aberto, urubus e catadores expostos a diversos riscos.
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Fonte: O Globo