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Pessoas com doenças de pele têm mais problemas para dormir. Entenda
Foto: Reprodução

Estudo apresentado em congresso de dermatologia constatou a associação entre problemas de pele e distúrbios do sono

Um estudo apresentado no Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV) de 2023 apontou que quase metade dos pacientes com doenças de pele sofrem com distúrbios do sono.


A pesquisa, conduzida pelo All Project, uma iniciativa internacional de pesquisa, analisou mais de 50 mil adultos em 20 países para entender o impacto das doenças de pele na qualidade de vida. O estudo foi apresentado nessa quinta (12/10).


Os resultados destacaram a extensão das implicações dos distúrbios do sono na vida dos indivíduos com doenças de pele. Surpreendentemente, quase metade (49%) dos pacientes relataram uma redução significativa na produtividade no trabalho, em comparação com apenas um em cada cinco (19%) dos participantes sem doenças de pele.

 

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“É crucial que os profissionais de saúde perguntem sobre distúrbios do sono durante os exames de pacientes com doenças de pele para entender melhor o impacto total dessas condições”, explica o pesquisador Bruno Halioua.

 

O estudo também investigou o impacto de viver com hidradenite supurativa, uma doença cutânea dolorosa e de longa duração que causa abcessos (pus) e cicatrizes na pele, afetando aproximadamente 1 em cada 100 pessoas.


Os resultados revelaram que 77% dos pacientes com hidradenite supurativa sentiam-se estigmatizados devido à sua condição, com 58% experimentando ostracismo ou rejeição social. Mais da metade dos indivíduos relataram evitar o toque (57%) e a proximidade física (54%) devido à sua condição.

 

Essa estigmatização teve efeitos significativos na autoimagem, relacionamentos e vida diária dos pacientes. Eles eram mais propensos a evitar tirar fotos de si mesmos (52%) em comparação com aqueles sem a doença (84%) e costumavam verificar sua aparência sempre que viam um espelho (72% a 34%).


Halioua explica que a estigmatização ligada à condição tem um impacto profundo na vida dos pacientes e pode perpetuar um ciclo de isolamento e não adesão ao tratamento. O estudo enfatiza a necessidade urgente de esforços de educação pública para aumentar a compreensão e fornecer acesso a cuidados personalizados e serviços de apoio aos pacientes com hidradenite supurativa.

 

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“Esta pesquisa é um passo crucial para apoiar melhor os pacientes e abordar os desafios ocultos que eles enfrentam devido ao estigma. Aumentando a conscientização, podemos trabalhar juntos para criar uma sociedade mais inclusiva, melhorando a adesão ao tratamento e aliviando o fardo suportado pelos pacientes”, acrescenta Taieb.

 

Fonte: Metrópoles

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