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Sedentarismo na infância: o que você pode fazer para mudar essa realidade?
Foto: Reprodução

Nosso país é líder mundial no sedentarismo de crianças e adolescentes! Entre 5 e 9 anos, 78% são sedentários e, entre 11 e 17, o número sobe para 84%

O Brasil é o país mais sedentário das America Latina e o 5º país mais sedentário do mundo. Mesmo com todo o litoral que temos e a boa temperatura, os brasileiros estão cada vez mais parados. Agora a pior estatística de todas: nosso país é líder mundial no ranking de país mais sedentário, quando se considera apenas crianças e adolescentes!

 

Entre 5 e 9 anos são 78% de sedentários, e entre 11 e 17, o número sobe para 84%. São dados muito alarmantes, se pensarmos que o sedentarismo, sobretudo nessa idade, atrapalha o crescimento, o desenvolvimento ósseo e muscular, o desenvolvimento cognitivo, pode levar à obesidade, entre tantos outros fatores.

 

Criança gosta, e deve, brincar, correr, escalar, se aventurar. Mas, quando uma janela para o mundo cai em suas mãos, a brincadeira pode passar a ser diferente do que deveria. O fato é que as crianças de hoje já nascem com aparelho de celular conectado à internet, ou seja, as duas maiores invenções tecnológicas juntas, ao alcance das mãos. E o pior: sem limites. As crianças brasileiras passam cerca de 7 horas ou mais conectadas às telas, enquanto que na Coreia do sul, esse assunto já é tratado com maior seriedade e existe uma política que, não apenas limita a utilização das telas a 3 horas diárias, como corta o acesso à internet depois de uma certa hora da noite.

 

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As telas já foram os grandes causadores do sedentarismo e do aumento de casos de miopia, na forma da TV e do computador, em décadas passadas. Naquela época, as pessoas assistiam ao jornal e a uma novela, em média, por dia. Não passavam mais de 3 horas em frente à TV em dias de semana. Imaginem passar 7 horas ou mais vidrados em uma tela portátil, que os acompanha aonde quer que vão?

 

Vários estudos já mostram que é possível, sim, criar dependência do celular e internet, e isso altera o comportamento e a maneira como o cérebro funciona. E claro, quanto mais cedo começa, pior e mais perigoso é. Além disso, a vida dentro do mundo virtual já está associada a quadros de depressão e ansiedade. Segundo um estudo japonês, a prevalência é maior em meninas, que passam mais tempo em redes sociais, do que em meninos, que passam mais tempo em jogos on line.

 

E o que fazer para mudar essa realidade? Como os pais de hoje podem intervir de maneira eficaz, para que seus filhos não sejam crianças, e possivelmente adultos, sedentários? Bem, em primeiro lugar é preciso dar o exemplo. Serem pais que tenham em suas rotinas algum tipo de atividade física ou que proponham aos filhos unir os momentos de lazer com movimento físico, como fazer caminhadas, trilhas, propor jogos de vôlei, futebol. Ficar sentado no sofá, dizendo ao filho que ele precisa se movimentar, não funciona. É importante também que o exemplo de comportamento com o celular seja pertinente. Não basta tirar o telefone do filho e continuar no seu. Acima de tudo, quando fica claro ser mais interessante usar o celular do que interagir com os próprios filhos, principalmente em momentos de lazer.

 

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Estimular atividades esportivas em clubes, que permitem não apenas a sociabilização como também a vivência da competição e da disciplina, também é importante. O que se deve fazer é criar o hábito, desde pequeno, de fazer alguma atividade física, com regularidade. Mas junto a isso, o tempo de tela deve ser limitado. Mesmo que a criança faça, por exemplo, natação pela manhã, escola à tarde, mas passe mais de 5 horas por dia mexendo com seu celular, ainda assim é perigoso e há chances de desenvolver o vício. Segundo a Organização Mundial da Saúde, é recomendado, para crianças de 5 a 17 anos, o mínimo de 60 minutos de atividades aeróbicas, de moderada a intensa, todos os dias e mais atividades de grande intensidade, incluindo as de fortalecimento muscular, 3 vezes por semana.

 

Fonte: O Globo

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