A Aldeia Awá fica na Terra Indígena Caru, no município de Bom Jardim. No local, vivem cerca de 300 indígenas da etnia awá-guajá, povos que até pouco tempo viviam totalmente isolados.
A Aldeia Awá fica na Terra Indígena Caru, no município de Bom Jardim. No local, vivem cerca de 300 indígenas da etnia awá-guajá, povos que até pouco tempo viviam totalmente isolados.
Há quase 20 dias, a aldeia está enfrentando um surto de gripe. Os sintomas gripais se espalham pela comunidade e atingem, principalmente, as crianças menores. Segundo a enfermeira da equipe de saúde que atende a comunidade, cerca de 60% delas já foram afetadas pela gripe, que começou no início de junho.
Algumas crianças apresentam febre, tosse forte e, em alguns casos, cansaço. Na última semana, uma criança de 10 meses, com suspeita de pneumonia, morreu a caminho do hospital, que fica a 50 quilômetros da aldeia. Outras oito crianças indígenas precisaram ser internadas. Os pais enfrentaram uma peregrinação em busca de socorro para os filhos.
Veja também

STF marca posse de Zanin para 3 de agosto
Policial é flagrado ao se masturbar em frente à colega
“Levaram para o hospital, primeiro o de Alto Alegre. Disse que não tem vaga, médico falou. E transferiu para Santa Inês”, conta Tatuxa'a Awá, cacique da aldeia Awá.
E também não havia vaga. Eles só conseguiram internar os filhos em um hospital na cidade de Bom Jardim depois de quase 4 horas de peregrinação.
“A gente pensou: qual município que vai atender nós? Aonde a gente vai levar paciente? Era para o médico atender nós. Por isso que criança está morrendo sempre em hospitais”, diz o cacique.
As lideranças indígenas denunciam a precariedade do atendimento na unidade básica de saúde indígena da Aldeia Awá. Segundo eles, o posto tem duas equipes de saúde, mas apenas uma possui um médico, e que as equipes se revezam para atender outras aldeias.
E que na semana em que as crianças começaram a adoecer, não havia médico, e muito menos os medicamentos necessários para combater os sintomas gripais.
“A gente trouxe aqui, para cá, para o posto da saúde. Essa menina está com diarreia, deu febre. Ela não tem remédio, tem que levar para o hospital, e é assim”, diz Amiri Guajá, professor e liderança da aldeia.
Só na sexta (16), após várias denúncias, uma médica chegou ao posto para atender aos indígenas. Nos últimos dois dias, a unidade de saúde recebeu um novo nebulizador e medicamentos. No estoque estão antibióticos, remédios para febre e diarreia.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
A Secretaria de Saúde Indígena declarou que enviou profissionais de saúde e medicamentos para a região, e que outras equipes vão reforçar o atendimento.
Fonte:G1