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Transplante: número de doadores no país é recorde, mas recusa de familiares ainda é desafio para ministério
Foto: Reprodução

Hoje, 40,3 mil pessoas estão à espera de um transplante no país

Entre janeiro e agosto, 2,4 mil pessoas doaram órgãos no país — um recorde histórico, segundo o Ministério da Saúde. As doações possibilitaram a realização de 5,9 mil transplantes no período, ante ante 5,3 em 2022, o que representa aumento de 11,6%. O número poderia ser ainda maior se não houvesse tanta recusa familiar: conforme dados do ministério, quase metade das famílias (43,4%) recusam a doação de órgãos de familiares.

 

A recusa de parentes de potenciais doadores é um dos principais entraves para ampliar os transplantes de órgãos no Brasil, tendo em vista que o procedimento só pode ser feito com a autorização dos familiares. Hoje, 40,3 mil pessoas estão à espera de um transplante no país.


Os estados do Paraná e Santa Catarina são os com mais doadores, com cerca de 42 pessoas por milhão de habitantes. Rondônia vem em terceiro lugar, com 30 doadores por milhão de habitantes. A média do Brasil é de 19 por habitante.

 

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Na contramão, Bahia tem um dos mais altos índices de recusa familiar: das 484 entrevistas realizadas pelas equipes de saúde, houve recusa em 376.

 

Na avaliação da ministra da Saúde, Nísia Trindade, o caso do apresentador Fausto Silva, o Faustão, foi importante para mudar a visão dos brasileiros acerca da doação de órgãos e do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Ele recebeu um coração no final de agosto, após ser diagnosticado com um quadro de insuficiência cardíaca grave.

 

— A população não sabe tudo o que o SUS faz, muitas vezes conhece através de uma controvérsia, de uma polêmica. Tivemos o caso bem sucedido do apresentador Fausto Silva e agradecemos a ele e aos familiares que querem também dar essa palavra e se unirem a nós — declarou Trindade durante cerimônia da campanha nacional de doação de órgãos nesta quinta-feira.


A meta da ministra é tornar o Brasil o principal transplantador do mundo. Hoje o país ocupa o segundo lugar na categoria, atrás apenas dos Estados Unidos.

 

— O envelhecimento da população do país, com aumento de quadro de doenças crônicas, só reforça a importância das doações — destacou. — Os dados mostram que, apesar de todas as dificuldades, é possível crescer o número de transplantes no país.

 

A maioria dos doadores de órgãos é composta por vítimas de AVC, homens e pessoas entre 50 e 64 anos. Apenas 13% das doações ocorrem com pacientes acima dos 65 anos e mais de 40% são do tipo sanguíneo O.

 

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Do total de transplantes no ano, 10.575 foram de córnea, 3.930 de rim, 1.972 de medula óssea, 1.574 de fígado, 281 de coração, 58 de pâncreas e rim conjugados, 55 de pulmão, 15 de pâncreas e um multivisceral. 

 

Fonte: O Globo

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