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'Brasileiro fake': mafioso da Cosa Nostra viveu oito anos no litoral
Foto: PF/Divulgação

Operação policial batizada de Arancia resultou na prisão de mafioso e na apreensão de aproximadamente 50 milhões de euros em ativos

A prisão de Giuseppe Bruno, empresário italiano de 52 anos e integrante da Cosa Nostra, em Natal (RN), nessa terça-feira (13/8), expôs a abrangência das operações da máfia siciliana além das fronteiras da Itália.

 

Natural de Bagheria, cidade com cerca de 50 mil habitantes na Sicília, Giuseppe se estabeleceu no Brasil em 2016, onde viveu uma vida discreta até ser encontrado pela Polícia Federal (PF).

 

A operação conjunta entre a corporação e a Direção Antimáfia do Ministério Público de Palermo desmantelou um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro operado pela máfia italiana.

 

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A força-tarefa, que recebeu o nome de Arancia, resultou na apreensão de aproximadamente 50 milhões de euros em ativos e propriedades ligadas a Giuseppe Bruno e a outros 16 suspeitos. Além disso, 12 empresas em setores como o imobiliário, da construção civil e de restaurantes foram investigadas por participação no esquema.

 

Giuseppe Bruno é acusado de integrar uma organização criminosa comandada por Giuseppe Calvaruso, chefe do clã Pagliarelli da Cosa Nostra. Calvaruso, que estava foragido no Brasil, foi preso em 2021, durante uma viagem à comuna italiana de Palermo para comemorar a Páscoa. As investigações revelaram que a máfia usava empresas-fantasmas e “laranjas” para movimentar e ocultar dinheiro ilícito.

 

As autoridades italianas e brasileiras calculam que o esquema tenha movimentado mais de R$ 300 milhões (cerca de 55 milhões de euros) só no Brasil. Esse dinheiro era, então, reinvestido na compra de propriedades e na infiltração nos mercados imobiliário e financeiro locais. No entanto, o total de ativos relacionados ao esquema pode passar de 500 milhões de euros (mais de R$ 3 bilhões), segundo as autoridades italianas.

 

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A Justiça Federal brasileira autorizou o sequestro de imóveis e o bloqueio de contas bancárias ligadas aos suspeitos e às empresas-fantasmas envolvidas, como forma de tentar garantir a reparação dos danos e impedir a continuidade das operações criminosas.

 

Fonte: Metrópoles

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