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Cânceres de cabeça e pescoço têm relação com vírus presente em 55% dos brasileiros
Foto: Divulgação

Entre os infectados pelo papilomavírus humano (HPV), 38% tem algum subtipo de grau elevado para desenvolver uma neoplasia, segundo o Ministério da Saúde

É fato que a conscientização sobre o câncer é a melhor forma de prevenir um diagnóstico em estágio avançado, mas também é importante conhecer as origens dos tumores. Julho é o mês da prevenção dos cânceres de cabeça e pescoço, que compreendem principalmente locais como tireoide, boca, garganta, laringe, faringe, glândulas salivares e região sinonasal.

 

Os principais fatores de risco comuns associados a estes tipos de câncer são o uso excessivo de tabaco e o consumo de álcool. Quando combinados, aumentam ainda mais o risco para desenvolvimento de outras neoplasias, como câncer de bexiga, esôfago e estômago.

 

Entretanto, estudos evidenciam que o papilomavírus humano (HPV) também pode estar relacionado a algumas aparições. De acordo com a Dra. Raíssa Dantas, oncologista do Hcor, o vírus pode ficar inativo por muitos anos e depois causar tumores HPV positivos.

 

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“Isso acontece não só pela desinformação sobre a vacina anti-HPV, mas também porque muitas pessoas não se protegem durante o ato sexual, ficando expostas ao vírus. O Ministério da Saúde já contabilizou mais de 55% dos brasileiros infectados e cerca de 38% dessas pessoas apresentam algum subtipo de grau elevado para desenvolver câncer”, afirma a especialista.

 

A vacina anti-HPV é destinada a meninas e meninos de 9 a 14 anos e pessoas imunossuprimidas (vivendo com HIV/aids, submetidas a transplante de órgãos e pacientes oncológicos de 15 a 45 anos). O imunizante está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2014 e em instituições privadas.

 

Como os cânceres de cabeça e pescoço atingem diversos órgãos, pode ser mais difícil de encontrar um sintoma comum. Entretanto, os sinais mais alarmantes são dores locais nos ouvidos ou pescoço, dificuldade para engolir ou falar, aumento de gânglios, nódulos, rouquidão, afta que não cicatriza e até perda de peso. “É muito importante que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível, pois a maioria destes tumores são encontrados em estágio avançado”, explica Dra. Raíssa.

 

Tais sintomas também podem ser observados em outras doenças, por isso, é necessário que análises clínicas e exames como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e PET-TC sejam realizados e tratados rapidamente. Cerca de 80% dos cânceres de cabeça e pescoço respondem positivamente ao tratamento quando achados em estágios iniciais.

 

COMO TRATAR CÂNCERES DE CABEÇA E PESCOÇO?

 

Câncer de cabeça e pescoço: tudo o que você precisa saber! • SBCO

 

“Os tratamentos podem variar de acordo com a extensão do câncer, a região atingida e a saúde geral do paciente. Normalmente, a cirurgia é o primeiro passo, feita para retirar o tumor.Em muitos casos, a cirurgia pode ser combinada com outros tratamentos, como quimio e radioterapia.”

 

O uso da quimioterapia é feito para matar células cancerígenas. Pode ser utilizada em conjunto com radioterapia (quimiorradioterapia) para aumentar a eficácia do tratamento. Por sua vez, a radioterapia sozinha tem uma função mais direta, mantendo a preservação de outros órgãos não atingidos pelo câncer.

 

Ultimamente, outro tipo de tratamento tem ganhado a atenção das pessoas: a imunoterapia. Ela estimula o sistema imunológico do corpo a combater o câncer. Essa abordagem tem mostrado resultados promissores e diminuição significativa em alguns tipos de câncer de cabeça e pescoço, avançados ou metastáticos.

 

“A prevenção e o tratamento eficazes do câncer de cabeça e pescoço dependem do conhecimento das causas e da adoção de medidas preventivas, como a vacinação contra o HPV e a redução do consumo de tabaco e álcool. Portanto, é essencial que a população esteja bem informada sobre esses aspectos e procure orientação médica regularmente”, enfatiza a especialista.

 

SOBRE O HCOR

 

Sobre o HCor - História do HCor | HCor

Fotos:Reprodução

 

O Hcor atua em mais de 50 especialidades médicas, entre elas Cardiologia, Oncologia, Neurologia e Ortopedia, além de oferecer um centro próprio de Medicina Diagnóstica. Possui Acreditação pela Joint Commission International (JCI) e diversas certificações nacionais e internacionais.

 

Desde 2008, é parceiro do Ministério da Saúde no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), o que proporciona que seu impacto em saúde esteja presente em todas as regiões do país.

 

Instituição filantrópica, o Hcor iniciou suas atividades em 1976, tendo como mantenedora a centenária Associação Beneficente Síria, que também conduz projetos gratuitos de saúde para população em situação de vulnerabilidade.

 

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Além do escopo médico-assistencial, o hospital conta com um Instituto de Pesquisa, reconhecido internacionalmente, que coordena estudos clínicos multicêntricos com publicações nos mais conceituados periódicos científicos. Conjuntamente, capacita milhares de profissionais anualmente por meio do Hcor Academy com seus cursos de pós-graduação, cursos de atualização e programas de residência e aprimoramento médico.
 

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