NOTÍCIAS
Saúde
'Casos de febre oropouche estão subestimados no Brasil', diz cientista
Foto: Reprodução

Pesquisador da Fiocruz alerta que aumento de casos pode estar vinculado a uma maior circulação do mosquito transmissor da doença

O Brasil já registrou cerca de 3,5 mil casos de febre oropouche neste ano. Apenas nos 100 primeiros dias, o Amazonas, estado onde a doença é endêmica, confirmou cinco vezes mais casos da arbovirose do que em todo ano de 2023. Especialistas alertam, porém, que o número de infectados no país pode ser maior.

 

Neste ano, a infecção foi registrada em estados onde não havia notificações. Cuiabá (MT), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ) tiveram os primeiros casos de oropouche. Apesar de a vigilância epidemiológica dos estados afirmar que os casos foram importados da região norte, existe o temor de que a transmissão comunitária esteja acontecendo.A oropouche tem sintomas muito parecidos com a dengue, o que pode confundir diagnósticos.

 

A febre oropouche é uma doença transmitida aos humanos por dois mosquitos: o maruim (Culicoides sonorensis) e, menos frequentemente, o pernilongo (Culex quinquefasciatus). Ela causa sintomas semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, fadiga, dores musculares e desconfortos intestinais.

 

Veja também 

 

Nísia Trindade amplia faixa etária de vacinação contra a dengue para que doses não sejam perdidas

 

Após adiar votação por 'problemas técnicos', Anvisa decide hoje sobre veto aos vapes no Brasil

“A semelhança com outras arboviroses pode complicar o diagnóstico clínico sem não forem realizados testes laboratoriais específicos”, alerta o infectologista Leonardo Weissmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e professor da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp).A semelhança entre as doenças pode levar à subnotificação. Em janeiro deste ano, Naveca descobriu que, dentro de um grupo de 300 pessoas com diagnóstico clínico de dengue, 47% eram, na verdade, casos de oropouche.

 

fotografia colorida de um termômetro analógico

Foto: Reprodução

 

O pesquisador afirma que no Acre e no Amazonas houve semanas em 2024 que havia 9 casos de oropouche para cada caso de dengue. Uma explosão de infecções também foi observada em Rondônia.

 

Naveca destaca a importância dos testes para garantir o acompanhamento correto dos pacientes. “A febre 0ropouche pode evoluir para formas graves e, conforme a quantidade de infectados aumenta, crescem as chances de se descobrir impactos inesperados da doença”, aponta o pesquisador.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

Weissmann alerta que já foram documentados casos graves, nos quais a oropouche levou a meningites, inflamações nas meninges (tecidos que recobrem o cérebro). Entretanto, não são conhecidos óbitos relacionado à doença. 

 

Fonte: Folha de São Paulo

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.