Luisa Coelho e Livia Luz trabalham no laboratório em San Diego
Duas cientistas brasileiras acabam de enviar para o espaço um experimento que pretende levar a descobertas que tanto podem ajudar a combater graves males mundanos, como o autismo e o Alzheimer, quanto a enfrentar problemas cósmicos, a exemplo do envelhecimento precoce do cérebro de astronautas quando estão fora da Terra.
"São organoides cerebrais criados em laboratório, mas com células humanas de verdade", explica a biomédica paulista Livia Luz, de 30 anos, em entrevista à BBC Brasil.
"Vamos testar, ao longo de trinta dias, o efeito da microgravidade e quais são as consequências possíveis para, por exemplo, um ou uma astronauta que passe muito tempo lá fora, no espaço."
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Ao lado de sua colega e conterrânea, a bióloga fluminense Luisa Coelho, Livia operacionaliza o projeto. Elas enviaram três payloads, como se chamam, no termo em inglês, as cargas com o material de pesquisa, em um foguete lançado pela empresa americana SpaceX em 9 de novembro. Cada um deles contém milhares desses organoides cerebrais, que foram popularmente apelidados de minicérebros.
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Os minicérebros são recriações minúsculas de redes neurais que simulam o desenvolvimento desse órgão em humanos. Após decolarem com o foguete no Kennedy Space Center, base da Nasa, a agência espacial americana, na Flórida, eles foram entregues com quase 3 toneladas de materiais a duas astronautas que estão na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Fonte: BBC News