Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que pensamentos intrusivos ocorrem de forma espontânea, sem que a pessoa tenha pensado racionalmente naquilo. Muitas vezes, inclusive, entram em conflito com os próprios valores da pessoa ou com aquilo que ela deseja
Você pode estar em uma aula de ioga quando, do nada, se imagina levantando e dando um grito em meio ao ambiente silencioso. Pode estar em um lugar alto e, de repente, imaginar: 'e se eu jogar meu celular lá embaixo?'. Se você já pensou algo parecido, saiba que não está sozinho. Esse fenômeno - pensar coisas malucas ou inapropriadas repentinamente - é comum e conhecido como pensamento intrusivo.
O assunto ganhou as redes sociais nos últimos tempos e dezenas de vídeos com relatos do tipo passaram a pipocar na internet. Mas como funcionam os pensamentos intrusivos? Com que frequência eles podem acontecer? E o que fazer quando for difícil resistir a eles? É o que você entende na reportagem a seguir."Lendo os comentários vejo o quanto falar sobre isso é importante e traz alívio às pessoas. É muito gratificante e reconfortante ver temas da saúde mental ganhando espaço e visibilidade.
Falar sobre mente, comportamento e psicologia ainda é visto como tabu. As pessoas mostram dificuldade e resistência em falar sobre alguns pensamentos que possuem, quando, na maioria das vezes, esse tipo de pensamento é comum, e quase todas as pessoas têm", diz Gabriela .
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Álvaro explica que eles são classificados como pensamentos que ocorrem de forma espontânea, sem que a pessoa tenha pensado racionalmente sobre aquilo. Muitas vezes os pensamentos intrusivos entram em conflito com os próprios valores ou com aquilo que a pessoa entende que deseja conscientemente.
Gabriela complementa, e diz que os pensamentos intrusivos podem estar ligados às regras morais, de segurança, pensamentos religiosos, de cunho sexual, pensamentos agressivos e negativos, de modo que a pessoa sinta vergonha ou culpa por ter esse tipo de pensamento, mesmo não estando no seu controle.Na maioria das vezes, os pensamentos intrusivos não vão comandar nossas ações. Na maior parte do tempo, eles vão ir e vir na nossa mente sem causar nenhum dano.
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Aproximadamente 9,3% dos brasileiros sofrem de
ansiedade patológica, segundo OMS
(Foto: Reprodução)
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De forma geral, dizemos que os pensamentos são parte do comportamento do indivíduo. Não existe uma relação diretamente causal entre pensamento e ação, diz Álvaro. É pouco comum que pessoas obedeçam a esses pensamentos, pois na hora que chegam, eles geralmente conflitam com os valores morais e crenças da pessoa, fazendo com que ela reprima o comportamento que está sendo sugerido pelo pensamento.
Fonte: G1