Nelsinho Baptista, técnico da Ponte Preta
O técnico Nelsinho Baptista, da Ponte Preta, compartilhou da insatisfação dos jogadores alvinegros com a postura do Goiás no gol de Mateus Gonçalves, aos 41 minutos do primeiro tempo do empate por 1 a 1 entre os times, na noite da última sexta-feira, no Majestoso.
Para ele, faltou fair play do lado esmeraldino no lance. Na origem da jogada, o atacante Gabriel Novaes perdeu disputa com o goleiro Tadeu fora da área e na sequência caiu no gramado - ele já tinha reclamado de dores musculares na coxa esquerda no início da partida.
Com o companheiro no chão, atletas da Ponte pararam para pedir atendimento, esperando que o árbitro fosse paralisar ou que os atletas do Goiás colocassem a bola para fora e deram espaço no meio de campo para que fosse criada a jogada que terminou no gol de Mateus Gonçalves.
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A situação causou revolta nos jogadores da Macaca. Elvis era o mais irritado e cobrou o "fair play" dos jogadores, discutindo com David Braz e Marcão Silva. Gabriel Novaes não voltou mais para o campo e acabou substituído por Matheus Régis no reinício da partida após o gol.
- Eu cobrei o quarto árbitro: "Poxa, e o fair play?". Ele me disse que o fair play não parte do árbitro, tem que partir dos atletas. Independentemente do tipo de contusão, o árbitro tem que estar atento nesse sentido. Pela regra, o fair play é como nós fizemos quando o atacante deles, no começo do jogo, sentiu. Jogamos a bola para fora, e tivemos o comportamento contrário quando o Novaes caiu. Foi falta de companheirismo dos jogadores. Acho que faltou esse fair play - comentou Nelsinho.
A Macaca buscou o empate no fim do segundo tempo, quando Dodô fez um golaço de falta, à la Ronaldinho Gaúcho contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 2022. O comandante alvinegro também avaliou o desempenho da equipe contra o Goias.
- Primeiro tempo tivemos muitas dificuldades para jogar. Quando conseguimos, tivemos um pouco de pressa, precipitando algumas decisões, isso aliado à boa marcação do adversário. Conversamos, o time voltou de forma mais tranquila, mais forte. Logicamente, em casa, se você não ganhar, não pode perder. O resultado não é para comemorar, mas também não pode lamentar.
O empate interrompeu a sequência de seis vitórias da Ponte em casa, tirando o aproveitamento de 100% do time no Majestoso sob o comando de Nelsinho Baptista.
Com 28 pontos, a Macaca aparece na parte intermediária da tabela e volta a entrar em campo na terça-feira, contra o Amazonas, às 21h (de Brasília), fora de casa.
- O Venicius vem trabalhando e teve poucas oportunidades até agora. Como perdemos o Jeh, não quis tirar a característica da nossa equipe na frente e ter um jogador com biótipo semelhante, mas não aconteceu. Ele teve algumas dificuldades, por isso que trocamos no intervalo pelo Renato.
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- Ele (Dodô) tem uma dinâmica muito boa. Eu precisava mudar um pouco a característica do nosso time ofensivamente. O Dodô vem treinando nessa posição e fiz a troca conscientemente, sabendo que poderia mudar a característica do nosso time. É um jogador que se movimenta bem, tem a individualidade e uma boa bola parada.
Fonte: GE