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'Fizemos todo o esforço possível', diz Mauro Vieira após EUA vetar proposta humanitária do Brasil no Conselho de Segurança da ONU
Foto: Reprodução

Ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e José Múcio (Defesa) se reuniram para debater repatriação. Ainda há 150 brasileiros em Israel e cerca de 30 na Faixa de Gaza, diz governo

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, lamentou nesta quarta-feira (18) o veto dos Estados Unidos à proposta brasileira no Conselho de Segurança da ONU (entenda abaixo) que, entre outros pontos, pedia a criação de um corredor humanitário para retirar civis da zona do conflito Hamas-Israel.

 

"Esse texto focava basicamente na cessão das hostilidade, no aspecto humanitário, criando uma passagem humanitária [...] e que também estabelecia a possibilidade de envio de ajuda humanitária. Infelizmente não foi possível aprovar essa resolução. Ficou clara uma divisão de opiniões", disse Vieira.


"Mas acho que do nosso ponto de vista, da nossa presidência, fizemos todo o esforço possível para que cessassem as hostilidades e que se parassem com os sacrifícios humanos. E que se pudesse dar algum tipo de assistência às populações locais, aos brasileiros que estão na Faixa de Gaza. [...] A nossa preocupação sempre foi a questão humanitária neste momento, e cada país terá sua inspiração própria", afirmou Vieira.

 

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Segundo Vieira, a proposta brasileira foi organizada justamente a pedido dos demais países. O Brasil é membro rotativo e preside, em outubro, o Conselho de Segurança.

 

"[...] Uma solicitação da maioria dos membros para que a presidência [do conselho, nas mãos do Brasil] fizesse consultas de forma a criar um texto mais palatável a todos. E isso foi feito ainda na sexta, durante o sábado, o domingo", relatou Vieira.

 

BALANÇO DA OPERAÇÃO


Os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e José Múcio Monteiro (Defesa) se reuniram nesta quarta-feira (18) para fazer um balanço e definir os próximos passos das operações de repatriação de brasileiros em Israel e na Faixa de Gaza – região palco de um conflito desde o último dia 7.

 

Segundo Vieira, foi a "maior operação de repatriação de brasileiros em zonas de conflito" – a comparação não inclui os transportes de brasileiros motivados pela pandemia.

 

Ainda de acordo com o chanceler brasileiro, o próximo voo a sair de Tel Aviv, capital israelense, deve incluir 15 estrangeiros – cidadãos de Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai que buscam ajuda para retornar à América do Sul. Ao todo, nove países latino-americanos pediram ajuda ao Brasil.

 

"A partir dessa madrugada [de quarta para quinta-feira], teremos 1.137 brasileiros em casa, salvos e em paz", declarou o ministro da Defesa, José Múcio. Os voos são coordenados pela Força Aérea Brasileira.


Segundo o Itamaraty, balanço desta quarta indica que ainda há cerca de 150 brasileiros em Israel com intenção de voltar para o Brasil nos voos da FAB.

 

Mauro Vieira afirmou que o Itamaraty ainda aguarda a liberação para que cerca de 30 brasileiros ultrapassem o posto de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, e entrem em território egípcio – para que, então, possam embarcar de volta para o Brasil.

 

"Só existe uma fronteira possível, que é entre a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, no Egito. A abertura, não há uma perspectiva. Por isso, eu já falei duas vezes com o ministro do Egito pedindo que, não sendo tão numerosos os brasileiros, que seja feita da maneira mais rápida – no momento em que for aberta a passagem para todos", declarou.


"Mas aí, quanto ao momento da abertura, depende ainda um pouco de uma série de questões. Depende dos dois lados, tanto de Israel e também das autoridades em Gaza quanto do lado do Egito. Para haver uma passagem ordenada, também", completou.


Há mais de uma semana, o Brasil tenta viabilizar esse corredor humanitário entre Gaza e o Egito para a saída de civis e o ingresso de ajuda humanitária na zona de guerra. Ainda não houve avanço. Nesta quarta, os Estados Unidos vetaram uma proposta do Brasil neste sentido no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

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Mais cedo, também nesta quarta, um avião da Força Aérea Brasileira viajou de Roma (Itália) ao Egito para levar ajuda humanitária e aguardar a autorização para a retirada dos brasileiros ainda na Palestina.

 

Fonte: G1

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