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'Foi uma das piores cenas que vi na minha vida', diz pai de jogador que sobreviveu a acidente de ônibus
Foto: Reprodução

Muito abalados com o acidente em Minas Gerais que matou colegas do time de futebol de seu filho, a auxiliar Leidiane Souza Paiva, de 36 anos, e o técnico em refrigeração Leandro Assis, de 41, organizaram os pertences das vítimas da tragédia nesta quarta-feira na Associação de Moradores e Amigos da Vila Maria Helena, em Duque de Caxias. Os dois souberam da queda do ônibus ainda na madrugada de segunda e partiram para Além Paraíba. Após se assegurarem que o filho estava a salvo no Hospital São Salvador, passaram pelo local do acidente e recuperaram telefones e mochilas.

 

— Foi uma das piores cenas que vi na minha vida. Só de pensar que meu filho estava naquele ônibus, estou até agora sem entender. A cena era muito feia, foi a mão divina que protegeu, se não teria morrido mais gente — descreve Leandro. — Era na margem de um rio, tinha lama e vegetação. Fico imaginando aquilo de madrugada sem iluminação, como foi na hora que o ônibus caiu. O filho do casal é o centroavante Luan Paiva da Silva, de 16 anos, que recebeu alta na segunda-feira. Ele sofreu cortes no tornozelo e está com dores na coluna devido ao acidente.

 

— Foi a viagem mais longa e curta da minha vida. Curta de tempo e longa de angústia. Consegui falar com meu filho às 3h20, mas só acreditei quando cheguei lá, por volta das 5h30. A ficha está caindo só agora para mim. Ontem parei para olhar a cama do meu filho e pensei que ele podia não estar aqui, que quem estaria chorando seria eu — conta Leidiane, emocionada.

 

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Leidiane lembra que os traumas que ficaram podem afastar os meninos do mundo da bola. No caso de seu filho, Luan, acontece o contrário:
— O meu filho diz que agora é questão de honra, que ele vai jogar pelos amigos que se foram. Ele me disse que nunca mais entrará em campo sozinho, mas sempre com os três amigos que perdeu.

 

— Recuperei uns oito telefones intactos. Além disso, carteiras e documentos que entreguei à PRF. Essa taça eu trouxe, mas a outra (do título do sub-18) estava muito quebrada e com sangue. Deixei por lá — conta Leidiane. Luan também havia perdido o telefone na queda do ônibus da ponte de 10 metros, mas seus pais conseguiram recuperar o aparelho no local do acidente.

 

Leidiane: 'Meu filho podia não estar aqui, quem estaria chorando seria eu'

Fotos:Reproducão 

 

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O que não foi entregue aos donos ou aos responsáveis está na Associação de Moradores da Vila Maria Helena, que estará aberta de 9h às 21h para devolução dos objetos. Até sexta-feira, todas as atividades — de cursos e aulas que acontecem no local — estão suspensas, devido ao luto. A associação fica na Rua Teixeira de Souza, sem número, ao lado do DPO. 

 

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