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'Minha memória está boa': as dúvidas sobre capacidade mental de Biden em relatório de conselho especial nos EUA
Foto: Reprodução

Em uma coletiva de imprensa marcada de última hora na noite de quinta-feira (8/2), Biden insistiu: "Minha memória está boa".

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, criticou uma investigação que revelou que ele lidou mal com arquivos ultrassecretos do governo e que concluiu que ele tinha dificuldade para se lembrar de eventos importantes de sua vida.Em uma coletiva de imprensa marcada de última hora na noite de quinta-feira (8/2), Biden insistiu: "Minha memória está boa".

 

Ele rebateu a uma alegação que afirmava que ele não conseguia se lembrar de quando seu filho morreu, dizendo: "Como diabos ousam citar isso?"

 

O inquérito descobriu que Biden "reteve e divulgou intencionalmente" arquivos confidenciais, mas as autoridades decidiram não indiciá-lo.O relatório de 345 páginas, divulgado no início da quinta-feira, disse que a memória do presidente tinha "limitações significativas".Hur entrevistou o presidente de 81 anos durante cinco horas como parte da investigação.

  

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O conselheiro especial, um republicano nomeado para o cargo pelo procurador-geral de Biden, Merrick Garland, disse que Biden não se lembrava de quando foi vice-presidente (de 2009 a 2017), ou "mesmo em um faixa de alguns anos, de quando seu filho Beau morreu" (2015).Na entrevista coletiva de quinta-feira à noite, um emocionado Biden atacou os trechos do relatório que lançavam dúvidas sobre sua lembrança dos acontecimentos.

 

"Francamente, quando me fizeram essa pergunta, eu pensei comigo mesmo 'isso não é da conta deles'", disse ele."Não preciso que ninguém me lembre quando ele [Beau Biden] faleceu."Ele disse que estava "muito ocupado... no meio da gestão de uma crise internacional" quando foi entrevistado pelo conselheiro especial, de 8 a 9 de outubro do ano passado —exatamente quando eclodiu a guerra Israel-Gaza.

 

O inquérito também disse que Biden compartilhou parte do material sensível de cadernos seus escritos à mão com um escritor que vai redigir suas memórias — algo que o presidente negou na entrevista coletiva.O procurador especial concluiu que seria difícil condenar o presidente pelo tratamento indevido de arquivos porque "no julgamento, Biden provavelmente se apresentaria a um júri, como fez durante a nossa entrevista com ele, como um homem idoso, simpático e bem-intencionado, mas com memória fraca".

 

Garagem

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As pesquisas de opinião indicam que a idade do presidente é uma preocupação para os eleitores dos EUA antes das eleições para a Casa Branca em novembro. Mas Biden disse aos repórteres na quinta-feira que ele é o candidato mais qualificado."Sou bem-intencionado. E sou idoso. Sei o que diabos estou fazendo. Coloquei este país de pé. Eu não preciso da recomendação dele [o investigador]."

 

No entanto, mesmo enquanto tentava refutar perguntas de repórteres sobre sua idade e acuidade mental, ele inadvertidamente se referiu ao líder egípcio Abdul Fattah al-Sisi como "presidente do México".

 

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Solicitado a comentar os últimos acontecimento da guerra Israel-Gaza, ele disse: "Acho que, como vocês sabem inicialmente, o presidente do México, Sisi, não queria abrir as portas para permitir a entrada de material humanitário". 

 

Fonte: BBC

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