O Fantástico conta uma história de esperança e coragem contra o nazismo na Segunda Guerra Mundial. Um grupo de enfermeiras de uma creche na Holanda conseguiu impedir que centenas de crianças, filhas de judeus, fossem assassinadas em campos de concentração. Longe dos pais, esses órfãos de Amsterdã ganharam outros nomes, novas famílias e inspiraram um livro lançado no Brasil.
Betty Oudkerk era uma das cuidadoras da creche em Amsterdã durante a ocupação nazista. Ela tinha apenas 18 anos quando começou a ajudar os pequenos órfãos a escapar dali. Ela contou tudo o que se passava no prédio à escritora Elle Van Rijn, um dia antes do primeiro lockdown na Holanda, em 2020, por causa da pandemia do coronavírus. Três meses depois, ela morreu de Covid em um lar para idosos.
O depoimento, no entanto, inspirou o livro “Órfãos de Amsterdã”, uma ficção baseada em fatos históricos que foi lançada no Brasil em março. Na visita ao Museu Judaico de São Paulo, a autora conversou com o Fantástico sobre o encontro com a enfermeira holandesa.
Veja também

36 enfermeiras de um hospital engravidam ao mesmo tempo nos EUA
Enfermeiras são assassinadas enquanto vacinavam crianças
Nós perguntamos a ela: o que você fez para enganar os nazistas? E ela disse: muito simples; eu atuava. Eu acho a Betty a protagonista perfeita para essa história. Ela foi muito forte, apesar daquele período horrível.
Ela era uma menina de 18 anos, que podia mentir na cara de um nazista ao mesmo tempo em que mantinha o bom humor. Para uma pessoa daquela idade, é até difícil de imaginar”, diz Elle Van Rijn.
Com o apoio da diretora da creche, Betty ajudou cerca de 600 crianças judias a escapar dos nazistas. E, assim, impediu que elas fossem deportadas para campos de concentração.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
“A opinião da minha mãe era sempre a de que ela fez pouco, que ela não fez o bastante. Foram muitas crianças que não foram salvas. Ela salvou 600, sim, mas eram 6 mil na creche. Muitas não sobreviveram, e ela sofreu muito com isso”, conta Micha Goudsmit, filho de Betty Oudkerk.
Fonte:G1