Aliados do ex-presidente cobram gestos mais explícitos por parte do prefeito e dizem que coach é alternativa
A entrada do coach Pablo Marçal (PRTB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo obriga o prefeito Ricardo Nunes (MDB) a fazer gestos mais explícitos de aliança com Jair Bolsonaro (PL) se não quiser perder seu apoio na eleição, avaliam pessoas próximas ao ex-presidente.
Um deles seria o anúncio do coronel da reserva Ricardo Mello Araújo (PL), indicado por Bolsonaro, como vice na chapa.
Diante da alta taxa de rejeição do ex-presidente na capital, Nunes tem adotado uma parceria cautelosa, com avanços e recuos. Em fevereiro, por exemplo, participou de ato convocado por Bolsonaro na avenida Paulista, mas evitou ser fotografado ou filmado ao lado dele no local.
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Os bolsonaristas avaliam que Marçal, que apareceu com 7% no cenário mais completo de pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (29), é uma alternativa interessante para o ex-presidente, pois tem visões políticas similares e fez campanha contra Lula (PT) em 2022 —Bolsonaro já criticou o emedebista por não ter declarado sua posição na época.
Por outro lado, Nunes é tido como uma opção mais segura em termos de chance de vitória. O Datafolha mostrou o prefeito em empate técnico com Guilherme Boulos (PSOL) —no cenário com mais candidatos, o emedebista aparece com 23%, e o deputado federal com 24%.
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Aliados de Nunes também ponderam que a participação de Marçal pode ter efeito positivo no segundo turno para o emedebista, caso a disputa fique entre ele e Boulos. Eles afirmam que ele pode compensar a provável declaração de apoio de Tabata Amaral (PSB) ao psolista caso se coloque ao lado do emedebista.
Fonte: Folha de São Paulo