Joinville, de Yuri Mamute
Força, velocidade e potência. Esses são alguns dos predicados do jovem Yuri Mamute. O atacante que surgiu no Grêmio no inicio da década, foi alçado com apenas 16 anos ao profissional em 2011. Ele chegou a ser considerado uma das promessas do futebol brasileiro.
A estreia cedo também acabou instigando o imaginário do torcedor gremista. Enquanto dava os primeiros passados na base, Mamute também conseguia espaço na seleção brasileira sub-20. Em 2013 chegou a ser campeão e eleito o melhor jogador do Torneio de Toulon, um dos mais tradicionais campeonatos de base do mundo.
Se o Mamute atraía os holofotes e uma grande expectativa, a responsabilidade disso tudo recaía sobre os ombros de um Yuri ainda muito jovem. Apesar do sucesso na base, as chances no profissional eram poucas. Foi quando Mamute fez o que muitos jovens em times grandes fazem, começou a rodar.
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No currículo, Botafogo, Panathinaikos (da Grécia), Náutico, Sagamihara (do Japão), e na última temporada no futebol vietinamita, o atleta defendeu as cores do Hai Phog. Apesar do bom momento na Ásia, Mamute teve que retornar para o Brasil.
A VOLTA PARA O BRASIL
O "cigano" da bola teve que além de ser jogador, ser pai. O segundo filho nasceu prematuro em Porto Alegre e ele resolveu retornar. Após um mês na capital gaúcha, veio o convite do JEC. Mesmo chegando faltando pouco menos de uma semana para o Campeonato Catarinense, Mamute já é o artilheiro da equipe tricolor com três gols.
Yuri Mamute conversou com o ge.globo sobre a carreira, as dificuldades de ser um atleta da bola e, claro, da expectativa para a disputa do Catarinense.
COMO SURGIU O APELIDO "MAMUTE"?
O jogador começa respondendo sobre o seu famoso apelido. O "mamute" vem desde que Yuri nasceu e foi dado por um tio. O motivo: o peso do recém nascido. Ele conta que sua mãe não se importou com o apelido, o que fez com que ele durasse até hoje.
— Vem desde pequenininho, meu tio Bispo botou quando eu nasci, desde lá não saiu mais. Eu nasci muito gordo, nasci com cinco quilos e trezentos, por aí. Aí olhou assim, igual um mamutinho — explica.
Do começo no Grêmio em 2012 até o Joinville em 2024, passando por diversos times, incluindo a seleção de base, Mamute lembra que o futebol é uma carreira de altos e baixos, ao contrário do que as pessoas pensam, e que muitas vezes quis jogar na base, mas que subiu para o profissional muito cedo.
— Foi muito importante, para mim foi uma grande experiência que eu tive no Grêmio onde eu comecei. Lá eu tive muitos altos e baixos também, tentei parar duas vezes, porque as pessoas olham muito o futebol e pensam que é muito aquela coisa de dinheiro, fama, mas na verdade o que tem é sonho. Hoje eu estou aqui, quero dar o melhor de mim, e ajudar o JEC a buscar os objetivos.
JOGADOR LEMBRA QUE PENSOU EM PARAR DUAS VEZES

Foto: Reproduação/Internet
Mamute fala que pensou parar duas vezes e que as pessoas não sabem o que se passa com um jogador que sonha em jogar, e muitas vezes não pode. Como na época do Grêmio, em que ele nunca era escalado devido aos grandes nomes que faziam parte do elenco do Imortal Tricolor.
— Sobre parar é algo muito pessoal, que nem eu te falei, é muito emocional, são muitos altos e baixos. No futebol eu me desiludi bastante, quando não tive as minhas oportunidades, aí parei. Depois machuquei o tendão de Aquiles, foi quando falei: o futebol é ilusão — desabafa.
YURI MAMUTE VIVE NOVO MOMENTO DA CARREIRA NO JEC
Yuri Mamute agora vive um novo momento da carreira e diz que voltou a sentir amor pelo futebol. O amor do filho Joaquim pelo esporte também tem encantado o jogador que diz ser apaixonado pelo que faz.
Sobre a vinda para o Joinville faltando apenas uma semana para estreia no Campeonato Catarinense, Mamute diz que as expectativas são grandes, mas pretende dar o seu máximo para que a equipe consiga conquistar seus objetivos. Ele completa explicando que está recuperando sua forma física.
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— Sim, voltei do Vietnã, fiquei muito tempo em casa, mas aos poucos vou voltando. Futebol é assim, foi um momento difícil da minha família, mas a gente entra em campo e não tem desculpa, não tem nada. É correr, se dedicar ao máximo, é para isso que o clube conta contigo e é isso que tu tem que fazer — finaliza.
Fonte: GE