Centenas de pessoas se reúnem em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), na capital paulista, em uma manifestação pró-democracia em resposta aos atos terroristas registrados em Brasília (DF) no domingo, 8.
Mesmo que o horário oficial do encontro estivesse marcado para começar às 18h, uma hora antes já era possível ver uma pequena multidão se formando em frente ao museu na Avenida Paulista, uma das mais movimentadas da cidade.
Já às 17h30, o fluxo do trânsito havia sido interrompido e as ruas tomadas pelos manifestantes, com bandeiras e faixas em apoio ao atual governo. "Sem perdão, Bolsonaro na prisão" e "Sem anistia" foram os coros entoados pela multidão.
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Um dos coordenadores do Movimento Trabalhadores Sem Terra (MTST) e militante do PSOL, Gabriel Gonçalves, foi um dos primeiros a chegar no local, com a expectativa que o ato fosse 'grandioso'.
"A expectativa é que o ato esteja bem lotado, para demonstrar a força do povo, a força das pessoas e que o governo não está sozinho. Acho que o povo brasileiro viveu quatro anos de muito sofrimento, de fome, desemprego, medo das instituições totalmente bolsonarizadas e isso foi visto ontem nos atos terroristas que aconteceram no Palácio do Planalto em Brasília", disse.

Segundo ele, o objetivo da manifestação é "dar uma resposta nas ruas por todo o Brasil". "De maneira nacionalizada, para mostrar que o governo Lula não está sozinho, que o povo está mobilizado, resistiu ao bolsonarismo, se mobilizou para ganhar as eleições e vai continuar mobilizado para apoiar o governo", completou.

"É importante que a força popular dê uma resposta a todo acontecimento de ontem. Nossa democracia está sendo atacada há muito tempo e ontem foi uma consolidação disso", opinou Uranide Sacramento Cruz, da Direção Nacional da Central de Movimentos Populares (CMP). O vereador Eduardo Suplicy (PT) esteve presente na manifestação.

Fotos:Reprodução
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ATOS PELO PAÍS
As manifestações pró-democracia estão previstas para acontecer em pelo menos 24 estados e no Distrito Federal, além de em cidades dos Estados Unidos, França e Suíça, segundo divulgado em um levantamento da Secretaria Nacional de Organização do Partido dos Trabalhadores.
Fonte:Terra