Secretário da Reforma Tributária, Bernard Appy rebateu a deputados críticas de que os planos de saúde ficarão mais caros após mudanças
O secretário extraordinário responsável pela reforma tributária no Ministério da Fazenda, Bernard Appy, negou que os planos de saúde ficarão mais caros após a mudança no sistema tributário nacional. Em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (8/5), Appy tratou da regulamentação infraconstitucional da reforma tributária.
O secretário explicou que, hoje, os planos de saúde pagam, de forma cumulativa, 4,65% de PIS/Cofins. Alguns deles pagam ISS quando é plano de saúde (de 2% a 5%) e IOF quando é seguro (cerca de 2,38%). “A empresa que contrata o plano de saúde não tem crédito nenhum. E mais, tem toda a cumulatividade”, afirmou. “No modelo novo, vai pagar 10,6% por fora, sobre a margem. Vai ficar muito parecido com o que é hoje.”
Segundo ele, não haverá aumento de custo para a empresa que vai contratar o plano de saúde em relação ao que se tem hoje. A dedutibilidade no Imposto de Renda (IR) seguirá mantida.
Veja também

Polícia identifica suspeito de estuprar moradora de rua em Santos
“Certamente, não é a reforma tributária que vai quebrar os planos de saúde”, alegou Appy.
Com a promessa de desburocratização e simplificação, a reforma tributária substitui cinco impostos por um Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) dual — que reúne a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), imposto federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), imposto subnacional (cobrado por estados e municípios).
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Há cerca de duas semanas, o governo enviou ao Congresso o projeto de lei complementar (PLP) nº 68/2024, o primeiro e principal texto que vai detalhar a Emenda Constitucional nº 132/2023, aprovada no fim do ano passado.
Fonte: Metropóles