Presidente deu a declaração durante café da manhã com jornalistas. Petista também classificou como estupidez atos terroristas de domingo (8) em Brasília.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (12) que a "única coisa" que ele não queria no dia da posse era que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lhe passasse a faixa presidencial.
O petista deu a declaração durante café da manha com jornalistas que fazem a cobertura da Presidência da República em Brasília.
Na véspera do fim do mandato, Bolsonaro viajou para os Estados Unidos e não participou da cerimônia oficial de posse de Lula. Tradicionalmente, os ex-presidentes passam a faixa para seus sucessores.
Veja também

Lula diz que Múcio continua na Defesa e que Forças Armadas não são 'poder moderador'
Após reunião, Lula publica foto com Tarcísio e mensagem com nome da coligação de Bolsonaro
A jornalistas, Lula disse que a ideia de a entrega da faixa ser feita por pessoas que representam a sociedade brasileira partiu da primeira-dama, Janja da Silva, e da equipe que coordenou os eventos da posse.
"Foi uma ideia genial porque ali tinha catador de papel, ali tinha índio, ali tinha aquele menino que estava lá e era filho de uma catadora de papel, tinha pessoa com deficiência. Veja, a gente tentou mostrar o povo. A única coisa que eu não queria era que o Bolsonaro me passasse a faixa. Era a única coisa que eu não queria", disse o petista.
Ainda sobre o tema, Lula afirmou que a posse foi "bonita" pela quantidade de gente e pelo "simbolismo".
"Era como se as pessoas estivessem sendo libertadas de um pesadelo, como ela foi bonita pelo simbolismo de o povo colocar a faixa no meu pescoço", disse.
LIGAÇÃO DE CHEFES DE ESTADO
O presidente disse também que, após os atos de terrorismo em Brasília no último domingo (8), recebeu telefonemas de vários chefes de Estado.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
"Depois dessa estupidez que foi feita no último domingo, eu recebi outra vez uma quantidade de telefonemas de todos os chefes de estado. Todo mundo preocupado com o processo democrático no Brasil", declarou.
Fonte: G1