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A chave para uma IA melhor poder ser torná-la mediana; entenda
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ChatGPT, Gemini e Copilot se destacaram entre os grandes modelos de linguagem, mas empresas podem estar em busca de tecnologias menores

Tudo começou com o ChatGPT. Quando o chatbot de IA da OpenAI, alimentado pelo modelo de linguagem GPT, chegou ao mercado, as big techs correram para não ficarem para trás na briga da inteligência artificial (IA). Agora, entre os principais, temos o modelo avançado GPT-4o, o Gemini do Google, o Copilot da Microsoft, o Claude da Anthropic… e a lista continua.

 

No entanto, pode ser que os grandes modelos de linguagem da IA não sejam o futuro do setor. Na verdade, conforme a tecnologia avança, empresas estão indo na contramão e optando por modelos menores e mais específicos.

 

Imagine uma empresa de contabilidade que usa IA para otimizar o trabalho diário, como a criação de planilhas. Essa companhia usa o modelo de linguagem GPT-4o no ChatGPT, o mais avançado que a OpenAI lançou até agora. Porém, ela não precisa que a IA saiba tudo sobre todas as coisas, apenas que seja boa (e muito) em uma tarefa específica: criar planilhas.

 

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Ou seja, parte do que o ChatGPT pode fazer acaba não sendo aproveitado. Diante disso, o The Wall Street Journal percebeu uma tendência: os modelos menores, mais baratos e treinados com menos dados estão fazendo sucesso no mercado da IA.

 

O exemplo acima foi o de uma empresa de contabilidade, mas isso vale para outras companhias: para que investir mais em um modelo maior se as potencialidades não serão aproveitadas por boa parte dos usuários corporativos?Para se ter uma ideia, o GPT-4 da OpenAI custou mais de US$ 100 milhões (R$ 554,47 milhões, na conversão direta) para ser desenvolvido e usa mais de um trilhão de parâmetros em seu banco de dados.

 

ataque hacker

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Não que as desenvolvedoras tenham parado de investir em seus grandes modelos de linguagem, mas, segundo o jornal estadunidense, big techs, como a Microsoft e o Google, e startups de IA, como Mistral, Anthropic e Cohere, já estão se movimentando para oferecer mais tipos de modelos.

 

Diretores de informação do setor já reconhecem que, para alguns casos de uso da IA, como tarefas repetitivas que precisam de constância (tais como classificar documentos), modelos de linguagem menores e de médio porte fazem mais sentido do que os mais robustos.A diversificação no portfólio vem em cenário no qual as empresas aumentam as potencialidades das IAs, mas têm que lidar com os gastos de uma tecnologia cara de manter.

 

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Oliver Parker, vice-presidente de IA generativa global para entrada no mercado no Google Cloud, disse ao Journal que observou companhias migrando para modelos de médio porte nos últimos três meses porque essas soluções atendem melhor os critérios do mundo corporativo. 

 

Fonte: Olhar Digital

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