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A cúpula de paz na Suíça que vai discutir saídas para Guerra na Ucrânia
Foto: Reprodução

Zelensky apresentou seu próprio plano de paz no final de 2022

Durante este final de semana, um resort suíço localizado nas proximidades do Lago Lucerna será transformado com a chegada de dezenas de líderes mundiais, além de milhares de soldados e policiais.Mais de 90 países e instituições globais participam do evento, que tem como objetivo discutir os princípios básicos para acabar com a guerra na Ucrânia.Os suíços esperam que a cúpula possa produzir os primeiros esboços de um processo de paz, cerca de 28 meses depois de a Rússia ter invadido o país vizinho.

 

Trata-se da maior reunião sobre o assunto desde o início do ataque em grande escala.A Rússia não foi convidada para a cúpula.Para a Ucrânia, o simples fato de esta reunião acontecer já é positivo.Os políticos em Kiev têm saudado cada participante confirmado como um gesto de apoio.Para eles, uma reunião desse tamanho pode demonstrar à Rússia que o mundo está do lado da Ucrânia — e do direito internacional.A cúpula na Suíça acontece em um momento difícil.

 

As últimas semanas foram marcadas por uma nova ofensiva russa no nordeste, perto de Kharkiv. Mísseis atingem casas e centrais elétricas em toda a Ucrânia com uma intensidade renovada.Portanto, num evento desse tipo, o número de convidados confirmados importa — assim como o resultado do que for discutido.

 

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"É importante estabelecer um quadro político e jurídico para uma paz futura. Também será preciso mostrar que essa paz só pode ser alcançada a partir do plano de dez pontos estabelecidos por Zelensky", analisa o deputado ucraniano Oleksandr Merezhko."Isso inclui a integridade territorial da Ucrânia e a soberania do país", complementa ele.

 

Shopping em Kharkiv

Foto: Reprodução

 

O político se refere a um plano de paz apresentado no final de 2022 pelo presidente da Ucrânia, que insiste em obrigar a Rússia a devolver todas as terras ocupadas durante a invasão.A Ucrânia quer agora reunir o maior número possível de países em torno dessa demanda, colocando uma "pressão psicológica" sobre a Rússia, para que o país aceite tais termos, caso chegue a essa fase.No momento, esse cenário parece improvável.A realização de uma cúpula foi discutida pela primeira vez quando a situação no campo de batalha parecia mais promissora para Kiev: um momento nobre para tentar definir os termos de qualquer futuro acordo de paz.

 

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Desde então, a dinâmica da guerra mudou."Sinto que cresce um sentimento de que a guerra não pode ser vencida pela Ucrânia", argumenta Sam Greene, do Centro de Análise de Política Europeia (Cepa).O especialista aponta para uma "parcela significativa" do grupo da política externa dos EUA que acredita que a Ucrânia deveria "diminuir os prejuízos".Ele também observa que há um aumento do apoio na Europa aos partidos de direita que são mais simpáticos à Rússia."Penso que uma coisa que este evento pretende fazer é reanimar o apoio à visão da Ucrânia de que existe uma saída aceitável", diz Greene.Mas a participação de figuras importantes na cúpula é menos promissora do que Ucrânia e Suíça esperavam de início. 

 

Fonte: Terra

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