Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Sob intensos protestos dos professores e servidores da educação do município, o prefeito Adenilson Lima Reis (MDB) continua sendo acusado de não promover o rateio justo dos recursos oriundos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Contra ele pesa denúncias ao Ministério Público Federal (MPF-AM) e ao Ministério da Educação (MEC), mas o prefeito insisti em “negar aos professores e trabalhadores da educação do município esse direito constitucional”, diz dirigente próximo ao professor e assessor do prefeito Marlon Ruither – a quem a categoria confiou intervenções junto à gestão municipal.
De acordo com fontes, “na rede municipal de ensino ninguém sabe, ninguém viu a cor dinheiro do Fundeb. Situação semelhante, afirmam servidores e professores, “ocorre com os precatórios do antigo Fundef.
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Durante a semana, a equipe de reportagem foi informada que Adenilson Reis Lima foi ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) para tentar se eximir de penalidades na Corte de Contas em situações de possíveis irregularidades em convênios e contratos. Ele evitou contato com a imprensa e foi visto na sala de um dos relatores de seus processos mais agravantes junto ao Ministério Público de Contas (MPC).
Em relação ao destino dos repasses dos recursos do Fundo de 2023, no valor de R$ 51. 678.279,39, o prefeito Adenilson Reis Lima e a Secretária Municipal de Educação, Aracy Cunha (pré-candidata a prefeita), mesmo pressionados pela categoria e entidades de civis organizadas, “não falam sobre o assunto”.
A dupla, segundo fontes anônimas da Semed e Semsau, “assim como escondem onde meteram o dinheiro do Fundeb e dos precatórios do antigo Fundef, tem escapado das garras da Justiça Federal sobre a destinação de recursos dos contratos e convênios com o Governo à saúde, saúde indígena, educação, promoção social e erradicação da pobreza”. Além de recursos para saneamento e infraestrutura pelo Governo do Estado e de emendas parlamentares.
Essa situação viria ocorrendo, segundo as mesmas fontes, desde 2019-24, na atual gestão. Entre as agravantes consta a falta de cumprimento de decisões tomadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) que já condenou o prefeito Adenilson Lima por não dar a devida publicidade nos editais envolvendo, principalmente, supostas “empresas de fachadas ou fictícias em contratos considerados milionários em certames já advertidos pelas Cortes de Contas”.
Nas rodas de negociações em nome dos servidores e professores da educação básica, o professor e assessor do prefeito, Marlon Ruither, “só tem ajudado a não identificar a rota trilhada pela gestão para não efetuar o pagamento do rateio e do bônus”. A dupla tem empurrado com a barriga, até aqui, se queixam trabalhadores da educação.
Para eles, “a única saída e chegar a Polícia Federal e ao Ministério Público Federal e exigirmos às autoridades a deflagração de uma operação profunda de investigação para apurar possíveis desvios de verbas federais.
- Tudo isso, na tentativa de que esses órgãos promovam uma grande devassa nas contas do prefeito, apontaram fontes familiarizadas com o assunto em Nova Olinda do Norte.
Essa medida, segundo dirigentes da categoria, “é considerada a mais viável para amenizar as dificuldades que professores e servidores da educação básica enfrentam desde que Adenilson Reis Lima chegou à prefeitura. Inclusive com apoio da própria categoria dos professores e servidores municipais.
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Para os mais céticos, o prefeito ainda não teria sido preso porque, supostamente, contaria com a inércia dos órgãos de controle, entre os quais, das cortes de contas onde teria contado com “a elasticidade de prazos para cumprimento de decisões que agravam a gestão municipal”.

Vereadores da base aliada do prefeito Adenilson,
que apoiam a pré-candidata Professora
Araci (Foto: Divulgação)
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