A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) divulgou um comunicado oficial nesta quinta-feira (2) em que nega ter relações com o plano golpista revelado pelo senador Marcos Do Val (Podemos-ES) que, entre outros pontos, previa um grampo clandestino no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A Agência Brasileira de Inteligência não está absolutamente envolvida em qualquer iniciativa relacionada à possibilidade de gravação de conversas do ministro do STF (…)
A Abin reafirma seu compromisso com a democracia e o Estado Democrático de Direito”, diz o comunicado.Marcos Do Val revelou que participou de uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), em dezembro passado, onde foi discutido um plano de golpe de Estado.
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Por ter uma relação amistosa com Moraes, o senador seria o encarregado de gravar clandestinamente uma reunião com o magistrado e induzir uma declaração na qual ele reconheceria que interferiu nas eleições de outubro em favor do atual presidente. Bolsonaro confirmou a ocorrência da reunião.
Na reunião, Bolsonaro teria dito que já havia acertado com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno, a participação da Agência Brasileira de Informação (Abin) "que daria suporte técnico à operação, fornecendo os equipamentos de espionagem necessários".
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Com a gravação em mãos, Bolsonaro poderia mandar prender Alexandre de Moraes, impedir a posse de Lula e seguir no poder. A Abin, no entanto, negou a acusação e, na mesma nota, afirmou que seus servidores “jamais coadunariam com esse tipo de ação”.
Fonte: Revista Fórum