Mais de 100 civis em Gaza morreram após militares israelenses abrirem fogo contra comboio de ajuda humanitária
O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, divulgou uma nota na manhã desta sexta-feira, 1°, na qual fez duras críticas às crise humanitária na Faixa de Gaza e afirmou que a ação militar de Israel contra os palestinos “não tem qualquer limite ético ou legal”.
O posicionamento veio por causa de um ataque a tiros que deixou mais de 100 palestinos mortos durante uma distribuição de comida e itens básicos na quinta-feira, 29, na cidade de Gaza.
“O governo Netanyahu volta a mostrar, por ações e declarações, que a ação militar em Gaza não tem qualquer limite ético ou legal. E cabe à comunidade internacional dar um basta para, somente assim, evitar novas atrocidades. A cada dia de hesitação, mais inocentes morrerão”, disse a nota.
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“A humanidade está falhando com os civis de Gaza. E é hora de evitar novos massacres”, completou.O Itamaraty ressaltou que o governo brasileiro reafirma o seu repúdio a toda e qualquer ação militar contra civis, “sobre tudo aqueles ligados à prestação de ajuda humanitária e de assistência médica”.Horas após as mortes dos palestinos, relatos anônimos disseram à imprensa que tropas israelenses abriram fogo contra as pessoas no momento em que elas tentavam acessar os caminhões com ajuda humanitária.
O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, ligado ao grupo islâmico Hamas, afirmou que 112 pessoas morreram e ao menos 280 ficaram feridas.No entanto Israel chegou a negar os disparos, no primeiro momento. Depois disse que os militares israelenses chegaram à Cidade de Gaza e se depararam com o comboio de 30 caminhões com uma enorme multidão que tentava de maneira desorganizada se apossar da carga. Ainda relatou que algumas pessoas morreram atropeladas no momento em que os motoristas tentavam sair do local.
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O caso gerou condenações por parte de países árabes, de Estados-membros da UE (União Europeia) e dos Estados Unidos. O presidente Joe Biden afirmou estar preocupado com possíveis entraves nas negociações por um cessar-fogo.
Fonte: IstoÉ