NOTÍCIAS
Geral
Acusados de envolvimento na morte da engenheira Patrícia Amieiro vão a novo júri no próximo dia 20
Foto: Reprodução/Internet

Patrícia Amieiro Branco de Franco

A engenheira Patrícia Amieiro desapareceu no dia 14 de junho de 2008. Ela estava voltando de uma festa na Zona Sul do Rio, quando, na Barra da Tijuca, teve o carro alvejado por policiais. O corpo dela nunca foi encontrado. O crime completa 16 anos nesta sexta-feira, sem que os envolvidos tenham sido punidos. Um novo juri foi marcado para o próximo dia 20, às 11h.

 

Inicialmente, esse julgamento tinha sido marcado pela juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, da 1ª Vara Criminal, para dia 24 de julho de 2025. Preocupada com o longo tempo de espera para o desfecho acontecer, a família de Amieiro pediu que uma data mais próxima seja considerada para a realização da audiência e foi atendida.

 

O primeiro julgamento aconteceu em 2019, quando os policiais Marcos Paulo Nogueira Maranhão e William Luís Nascimento foram condenados a três anos de prisão, mas em regime aberto. Já os agentes Fábio Silveira Santana e Marcos Oliveira foram absolvidos. O resultado desanimou a família de Patrícia, que pediu recurso das decisões.

 

Veja também

 

Defesa de atriz vítima de estupro se pronuncia sobre o caso: 'Alívio'

 

Carlinhos Maia devolve moto de luxo de R$ 100 mil: 'Quase arrancou meu braço'

 

Um novo alento surgiu em 2020, quando uma nova testemunha de acusação apareceu para ajudar no processo. Um taxista que teria visto os policiais atirarem contra o carro onde estava a engenheira e a retirado do veículo ainda com vida. O caso foi reaberto e, desde então, aguardava novo julgamento.

 

Segundo o Tribunal de Justiça Marcos Paulo Nogueira Maranhão e Willian Luis do Nascimento, terão novo julgamento por tentativa de homicídio. Já os réus Fábio da Silveira Santana e Marcio de Oliveira Santos serão submetidos a novo julgamento popular pelo crime de fraude processual.

 

Tânia Márcia Amieiro, mãe de Patrícia, espera que finalmente seja feita a justiça pela qual ela espera há mais de uma década e meia:

 

—Espero que a justiça seja feita e que o juri esteja do nosso lado. Vendo tantas coisas acontecerem, não é possível que vá ficar contra a gente — afirma

 

Tânia e sua família convivem com a dor e a revolta pela falta de justiça. Nesse meio tempo, Antônio Celso Amieiro, pai da engenheira, morreu em 2021, aos 63 anos, sem ver punidos os acusados pela morte da filha.

 

—Meu marido morreu esperando a justiça, que não veio. ficou depressivo e a saúde foi embora. Estou aqui firme e forte pedindo força a Deus e para que se consiga a justiça. Queria também saber onde foi parar (o corpo da) minha filha. Sei que não vou tê-la de volta, mas pelo menos alivia um pouco e vou ficar só com a saudade e as lembranças boas— desabafa.

 

RELEMBRE O CASO

 

Patrícia Amieiro tinha 24 anos quando desapareceu no dia 14 de junho de 2008. Ela estava voltando de uma festa na Zona Sul do Rio, quando, na Barra da Tijuca, teve o carro alvejado por policiais. O corpo dela nunca foi encontrado.

 

A defesa dos agentes diz que a engenheira perdeu o controle do veículo após os tiros, bateu em dois postes e em uma mureta, caindo na beira do Canal de Marapendi, na Barra da Tijuca, onde o foi encontrado. O vidro traseiro estava quebrado e o porta-malas aberto.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

Já o Ministério Público reforça que os agentes atiraram contra o carro, retiraram Patrícia de dentro dele e o jogaram no canal, tentativa de evitar a descoberta do homicídio.

 

Fonte: Extra

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.