Agentes ambientais da Flórida (EUA) realizaram na semana passada uma operação que resultou no abate de 34 cobras em um galpão particular, na cidade de Sunrise, onde os répteis eram mantidos. Eles usaram um dispositivo que lançou uma descarga elétrica nas cabeças das cobras. O objetivo era eliminar serpentes invasoras, que não são permitidas no estado. Porém os agentes cometeram um erro, eliminando também uma jiboia que esperava filhotes achando se tratar de uma píton. Criar jiboias como pets é legal na Flórida.
Um vídeo mostrando a matança foi postado nesta semana por Chris Coffee, o donos das cobras. Em um momento, agentes são vistos matando a jiboia. A reação deles indica que eles sabiam que haviam cometido um erro.
"Você não pode consertar isso. Você acabou de matar algo que não era ilegal e tinha cerca de cem mil dólares em bebês!", gritou um homem ao fundo.
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Daniel Parker, porta-voz da entidade Reptile Keepers, disse que a jiboia estava esperando 32 filhotes, que estavam a cerca de um mês de nascer. Alguns tinham "formas de cores únicas" e poderiam ser vendidos por até US$ 4 mil (cerca de R$ 20 mil) cada, acrescentou ele.
A agência de Pesca e Vida Selvagem da Flórida disse em comunicado na terça-feira (11/4) que um relato completo do incidente "pode levar tempo", mas acrescentou que seus agentes foram às instalações para verificar se uma píton encontrada na área no dia anterior escapou de lá. Enquanto eles estavam lá, o proprietário da instalação "abandonou formalmente seus répteis" e solicitou aos policiais que os sacrificassem "no local de suas instalações", disse o comunicado da agência.
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Curt Harbsmeier, consultor jurídico da Reptile Keepers, contesta a declaração, apontando que o proprietário do galpão possuía apenas uma das cobras que estavam no local, exatamente a jiboia que os agentes mataram por engano.
"Ele não poderia ter consentido nada sobre essas cobras. Elas não eram suas cobras", disse Harbsmeier, de acordo com o "Miami Herald".
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Fotos: Reprodução
As pítons birmanesas foram introduzidas no sul da Flórida décadas atrás, provavelmente por meio do comércio de animais de estimação exóticos. Autoridades ambientais querem que eles desapareçam porque, com o clima subtropical quente e sem predadores naturais, sua população explodiu, especialmente na região de Everglades.
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Chris Coffee tinha permissão para manter as serpentes antes de o estado classificar as píton birmanesas e as reticuladas como espécies proibidas, em fevereiro de 2021. Após a mudança de regra, a agência deu a ele cinco meses para encontrar lares para todos os 120 répteis agora proibidos da sua coleção, disse Parker. Coffee conseguiu se livrar da maioria das cobras, mas ainda restavam dezenas quando o prazo terminou.
Fonte: Extra