A lista de potenciais alvos do plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar autoridades, desarticulado nesta quarta-feira (22) pela Polícia Federal, vai muito além do senador e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Sergio Moro (União-PR), que busca lucrar politicamente com a situação.
Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) também estava na mira da facção criminosa ao menos desde 2011, quando era governador de São Paulo e teve uma atuação muito incisiva contra o PCC.
Relatos transcritos na investigação conduzida pela PF mostram que desde 2011 a facção já tinha planos de "decretar" - gíria para assassinar - Alckmin.
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“Depois que esse governador (Alckmin) entrou aí o bagulho ficou doido mesmo. Você sabe de tudo o que aconteceu, cara, na época que ‘nois’ decretou ele (governador), então, hoje em dia, secretário de Segurança Pública, secretário de Administração, comandante dos vermes (PM), estão todos contra ‘nois’", diz um membro da facção à época em uma das conversas interceptadas pela polícia.
Dois anos depois, quando o grupo tentatva libertar Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, um eventual assassinato de Alckmin voltou a ser cogitado.
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A investigação ainda coloca como principais alvos do PCC, além de Moro e Alckmin, o ex-secretário da Administração Penitenciária Lourival Gomes, o deputado federal Coronel Telhada (PL-SP), o diretor de presídios Roberto Medina, além do promotor Lincoln Gakiya.
Fonte: Revista Fórum