Familiar do ex-presidente disputa cadeira em Balneário Camboriú, enquanto Jorginho Seif tentará a sorte na cidade vizinha, Itapema
A treze quilômetros de Balneário Camboriú, onde o filho 04 do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan, irá disputar uma cadeira na Câmara Municipal, em Itapema, o Partido Liberal conta com uma estratégia similar. Na cidade, também localizada no litoral catarinense, a aposta é o filho do senador ex-secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif (PL). Aos 21 anos, Jorginho Seif irá disputar sua primeira eleição.
A trajetória política de Jorginho e Jair Renan é similar. Aos 26 anos, o filho de Bolsonaro também nunca disputou um cargo eletivo e teve seu primeiro cargo político no gabinete justamente de Jorge Seif.
Entre março do ano passado e junho deste ano, Jair Renan ganhava R$ 11,6 mil para trabalhar como auxiliar parlamentar pleno para o senador. O cargo comissionado era fixado no estado de origem de Seif e, por isso, '04' trabalhava em um escritório de apoio em Balneário Camboriú.
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Ambos os herdeiros dos caciques políticos tentarão repetir o feito de seus pais e ingressar para a vida pública. Os dois são apoiados pessoalmente pelo presidente do PL de Santa Catarina, o governador Jorginho Mello. Nas redes sociais, o filho de Seif afirmou que sua candidatura ocorre em um momento de desinteresse dos jovens pela política.
"É necessário dar vez e voz aos jovens que carregam os valores da família e da liberdade que se inspiram nos exemplos para transformar realidades. Sou um jovem que tem Deus no coração e uma grande vontade de contribuir", escreveu Jorginho Seif.
Seu pai, por sua vez, deu sua benção ao plano político. "Santa Catarina precisa de você e de outros jovens que estejam empenhados em fazer a diferença na política. Orgulho de você, meu filho! Conte comigo", disse o senador.
FILHO DE BOLSONARO
Desde meados de 2023, o filho de Bolsonaro vem ensaiando agendas pelo estado, com lideranças locais — como prefeitos de cidades vizinhas, vereadores e os deputados Zé Trovão, Júlia Zanatta e Caroline de Toni.
Seu padrinho político é o empresário Emílio Dalçóquio Neto, que foi apontado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2022, como um dos financiadores dos bloqueios antidemocráticos que sucederam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas.
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De acordo com a PRF, o empresário é dono de parte dos veículos utilizados para obstruir vias. A investigação foi remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: O Globo