Mandato de Augusto Aras termina nesta terça (26), e Procuradoria-Geral da República passa a ser chefiada interinamente por Elizeta Ramos, considerada lavajatista por interlocutores do presidente
Sem uma definição sobre quem irá suceder Augusto Aras, cujo mandato à frente da Procuradoria Geral da República (PGR) termina nesta terça-feira (26), aliados defendem que o presidente Lula (PT) indique o subprocurador da República Carlos Frederico para a vaga.
Subprocurador da República, Frederico é o responsável pelos inquéritos contra os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro em Brasília – na tentativa de golpe contra a democracia promovida por bolsonaristas radicais.
Até o meio de setembro, a disputa para a PGR estava entre Paulo Gustavo Gonet, defendido por ministros do STF, e Antonio Carlos Bigonha, nome preferido do PT.
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Os dois nomes permanecem no páreo. Gonet, porém, é visto com ressalvas no PT justamente por conta do respaldo que tem na Suprema Corte. Dentre seus defensores estão Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes – o partido teme fortalecer o poder dos ministros.
Bigonha, por sua vez, perdeu tração, e é atacado por conta do temor – semeado por apoiadores de Gonet – de que ele tenha uma atuação semelhante à de Rodrigo Janot, que pilotou a PGR durante o auge da Lava jato.
INTERLOCUTORES COBRAM AGILIDADE
Lula pretendia indicar o novo – ou a nova – PGR logo depois da viagem aos Estados Unidos, onde discursou na assembleia geral da ONU, na semana passada, o que não ocorreu.
Aliados do presidente têm cobrado agilidade. Isso porque, enquanto a indicação não for feita e aprovada pelo Congresso, a PGR será comandada por Elizeta Ramos – corregedora-geral do Ministério Público Federal (MPF).
Petistas demonstram preocupação com seu alinhamento com o lavajatismo, como informações de acordo de leniência firmado com a empreiteira Odebrecht negadas à defesa de Lula quando ele era investigado em Curitiba, em 2020.
Paiva Ramos também arquivou representação contra os procuradores Deltan Dallagnol e Thaméa Danelon por terem escrito um pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, em 2019.
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À época, ela questionou as mensagens da Vaza Jato, divulgadas pelo portal The Intercept e mostrou a relação próxima dos procuradores com o juiz da Lava Jato, Sergio Moro. A série de reportagens foi usada para definir Moro como suspeito nos julgamentos em que condenou Lula.
Fonte: G1