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Alunos ficam sem aulas no Amazonas, após professores da rede estadual entrarem em greve. A manifestação foi realizada em frente à Assembleia Legislativa
Foto: Divulgação

 Professores da rede pública estadual entraram em greve por tempo indeterminado no Amazonas, na manhã desta quarta-feira (17). Com a paralisação, parte dos alunos do estado está sem aulas. Os educadores reivindicam 25% de reajuste salarial e outros benefícios.

 

A Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc-AM) e o Governo do Amazonas ainda não se manifestaram.

 

Desde o início do dia, educadores da rede pública estadual protestam em Manaus e em outras cidades do Amazonas. Na capital, parte dos alunos que chegaram às escolas foram dispensados.

 

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Greve do professores da rede estadual em Manaus

(Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica)

 

No início do dia, um grupo de professores fez um protesto em frente à sede do Governo do Amazonas, na Avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste.

 

Já no meio da manhã, vários profissionais protestaram em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na Avenida Mário Ypiranga, Zona Centro-Sul de Manaus. Eles bloquearam a via, no sentido Centro/bairro.

 

Em greve, professores da rede estadual protestaram em frente à Aleam, em Manaus  — Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica

Em greve, professores da rede estadual protestaram em frente

à Aleam, em Manaus (Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica)

 

Em greve, professores da rede estadual bloquearam trecho da Avenida Mário Ypiranga, em frente à Aleam, em Manaus  — Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica

Em greve, professores da rede estadual bloquearam trecho

daAvenida Mário Ypiranga, em frente à Aleam, em

Manaus (Foto: Jucélio Paiva/Rede Amazônica)

 

Em Parintins, nenhuma escola da rede estadual está funcionando, segundo o movimento, que cita uma adesão superior de 90% dos profissionais da educação. Os educadores se concentram na Praça da Liberdade, no Centro da cidade.

 

A coordenação da Seduc em Parintins afirmou que as unidades de ensino mantêm as aulas. "A escolas estão funcionando normalmente com atividades letivas com os professores que estão nas escolas", destacou a gestão.

 

Greve dos professores da rede estadual em Parintins, no Amazonas — Foto: Jean Beltrão/Rede Amazônica

Greve dos professores da rede estadual em Parintins,

no Amazonas (Foto: Jean Beltrão/Rede Amazônica)

 

AS REIVINDICAÇÕES

 

A greve é liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam). De acordo com a entidade, a data-base 2023 dos trabalhadores da rede estadual venceu no dia 1º de março.

 

A instituição afirma, ainda, que a data-base de 2022 também está atrasada. "Nossas perdas salariais somam aproximadamente 25%. Esse é o percentual que estamos reivindicando", disse a presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues.

 

O Sinteam também pede reajuste nos valores do vale-alimentação e auxílio-localidade; revisão do Plano de Cargos Carreira e Remuneração; e manutenção do plano de saúde e extensão para os aposentados.

 

Segundo o sindicato, além dos servidores de Manaus, trabalhadores de pelo menos 16 municípios do Amazonas fizeram assembleia e decidiram aderir à greve. O sindicato destacou que a paralisação é por tempo indeterminado.

 

Na terça-feira, 16/05, o desembargador Domingos Chalub, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), determinou a suspensão da greve dos professores para o dia de hoje. A decisão atende pedido do Governo do Estado.

 

Chalub estabeleceu multa no valor de R$ 30 mil, por dia de greve, caso o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) decida descumprir a decisão judicial. O desembargador ainda autorizou desconto salarial diário dos professores que aderirem a paralisação.

 

VEJA A DECISÃO DO DESEMBARGADOR:

 

“Assim, ao constatar a presença dos requisitos autorizadores para a concessão do efeito pretendido - fumaça do bom direito e perigo na demora -, defiro o pedido liminar, nos termos acima expostos, de modo a determinar a suspensão do indicativo de greve, a fixação de multa no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) por dia de paralisação e a possibilidade de desconto em folha dos dias que deixarem de exercer suas funções estatutárias os trabalhadores de educação. À Secretaria para que comunique, com a urgência que o caso requer, mediante ofício o réu e o autor acerca desta decisão. Encerrado o plantão, distribua-se o feito na forma regimental”, decidiu Chalub.

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Fonte: G1

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