Defesa do vereador divulgou nota nesta quarta-feira sobre a operação da última segunda.
A defesa do vereador Carlos Bolsonaro divulgou uma nota nesta quarta-feira (31) afirmando que "não possui qualquer ligação com a ABIN e tampouco solicitava e/ou recebia de pessoas vinculadas à agência qualquer tipo de informação e dados de terceiras pessoas".
Na segunda-feira, Carlos foi um dos alvos de operação da Polícia Federal que mirou o "núcleo político" envolvido no suposto uso de sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionagem ilegal.
A suspeita dos investigadores é que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu "materiais" obtidos ilegalmente pela Abin.
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Ainda segundo as investigações, assessores de Carlos Bolsonaro, que também foram alvo da operação, teriam pedido informações para o ex-diretor da Abin e atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Ramagem é próximo da família Bolsonaro.
Nesta segunda-feira, foram autorizados mandados de buscas e apreensão na residência de Carlos Bolsonaro e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Também foram cumpridos mandados em Angra dos Reis (RJ), onde a família Bolsonaro tem uma casa, além de Brasília, Salvador e Formosa (GO).
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, foi quem assinou a autorização para os mandados.
A casa alvo de mandado em Angra dos Reis foi onde Bolsonaro realizou uma live nas redes sociais, no domingo (28). O ex-presidente e os filhos deixaram a residência de barco no início da manhã de segunda. Eles voltaram ao local ainda durante a manhã.
De acordo com uma fonte da PF, foram recolhidos celulares e aparelhos eletrônicos de todos que estavam na casa, não apenas de Carlos.
Ninguém foi alvo de mandado de prisão. Carlos Bolsonaro foi ouvido na terça-feira (30) na Polícia Federal.

Foto: Reprodução
OUTRA OPERAÇÃO
Na última quinta-feira (25), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem usou o órgão para fazer espionagem ilegal a favor da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre as autoridades espionadas estavam a ex-deputada Joice Hasselmann, o ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia.
Apurações da PF apontam que a Abin teria sido "instrumentalizada" para monitorar ilegalmente uma série de autoridades e pessoas envolvidas em investigações, além de desafetos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O uso indevido da Abin teria ocorrido quando o órgão era chefiado por Alexandre Ramagem, que é aliado de Bolsonaro.
Leia abaixo o texto da defesa do vereador, assinado pelo advogado Antonio Carlos Fonseca:
"O Vereador Carlos Bolsonaro esclarece que na segunda-feira, dia 29, a sua defesa protocolou no Supremo Tribunal Federal o pedido de acesso aos autos da investigação que deu origem à operação da Policia Federal deflagrada naquele mesmo dia.
O pedido ainda não foi analisado, impossibilitando que se tome conhecimento dos fatos em apuração, além daquilo que é divulgado seletivamente pela imprensa.
O Vereador Carlos Bolsonaro reitera que não possui qualquer ligação com a ABIN e tampouco solicitava e/ou recebia de pessoas vinculadas à agência qualquer tipo de informação e dados de terceiras pessoas.
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Cabe, por fim, destacar que o Vereador Carlos Bolsonaro repudia as falsas informações que são amplamente divulgadas por parte da imprensa e juntamente com sua defesa técnica, oportunamente, se manifestará sobre todas as questões relacionadas à operação".
Fonte: G1