Organização acusa o Banco do Brasil de fornecer crédito para proprietários de terras suspeitos de grilagem, desmatamento e invasão
Representantes do Greenpeace Brasil realizaram nesta segunda-feira (15/4) ato em frente à sede do Branco Brasil, em Brasília, contra o financiamento de proprietários de terras suspeitos de grilagem, desmatamento e invasão de territórios indígenas.
Segundo os manifestantes, a ação tem como objetivo a divulgação do relatório Bancando a Extinção: bancos e investidores como sócios no desmatamento, que aponta o fornecimento de crédito rural para supostos desmatadores. Ainda de acordo com os ativistas, o Banco do Brasil se comprometeu em avaliar as demandas apresentadas.
“O sistema financeiro precisa ser reformado. Alertamos que todas as instituições financeiras, sejam públicas, privadas ou cooperativas, devem agir agora para acabar com o fluxo de finanças que alimenta o desmatamento e a violação de direitos fundamentais em todos os biomas brasileiros”, explica Cristiane Mazzetti, coordenadora da frente de Florestas do Greenpeace Brasil.
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De acordo com o relatório Bancando a Extinção, o Banco do Brasil, entre 2018 e 2021, forneceu 24 operações de crédito rural para 15 propriedades que têm, em algum grau, sobreposição com a terra indígena Uru-Eu-WauWau, ou com o Parque Nacional de Pacaás Novos, em Rondônia.
O crédito rural tem como objetivo financiar despesas do ciclo produtivo da agropecuária, além de bens e serviços do setor.
“Se o Banco do Brasil adotar critérios mais rigorosos para interromper a destinação de crédito para quem desmata e viola direitos, além de resultar em ganhos rápidos para a Amazônia, Cerrado, Pantanal – contribuindo para a meta nacional de zerar o desmatamento -, essa mudança de postura também pode inspirar outros bancos e reguladores a avançarem na agenda de proteção do meio ambiente”, complementa Mazzetti.
FORNECIMENTO DE CRÉDITO
Conforme o relatório Bancando a Extinção, além do Banco do Brasil, outras instituições financeiras ofereceram crédito para proprietários de terras em áreas sensíveis.
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Banco do Brasil: R$ 33,5 milhões
Caixa Econômica Federal: R$ 10,6 milhões
Banco da Amazônia: R$ 9,2 milhões
Banco do Nordeste: R$ 2,9 milhões.
Fonte: Metrópoles