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Ameba devoradora de cérebros' é a culpada pela morte de criança de 2 anos nos EUA
Foto: Reprodução

Uma tragédia recente em Nevada, nos EUA, trouxe à tona uma rara e mortal infecção causada por uma ameba conhecida como Naegleria fowleri.

 

Um menino de apenas dois anos, chamado Woodrow Bundy, morreu após ser infectado por ela — comumente referida como "devoradora de cérebros" — após uma visita a uma fonte termal natural no estado.

 

O organismo é unicelular e vive livremente no ambiente, e não em associação com um hospedeiro. É encontrado em solo e na água doce quente, como lagos, rios, fontes termais e, às vezes, até mesmo em corpos aquáticos em parques aquáticos.

 

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Ele pode causar uma infecção cerebral rara, mas mortal, conhecida como naegleríase ou meningoencefalite amebiana primária (MAP). O acontecimento é extremamente raro, mas quase sempre fatal.

 

De acordo com o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), entre 1962 e 2021, foram relatadas 154 infecções nos Estados Unidos, com uma média de dois a três por ano. Apenas quatro pessoas sobreviveram.

 

A  DEVORADORA DE CÉREBROS 

 

(Fonte: GettyImages/Reprodução)

 

A Naegleria fowleri entra no corpo humano pelo nariz, geralmente durante atividades como natação ou mergulho. A partir daí, a ameba viaja até o cérebro através dos nervos na cavidade nasal, passando então a destruir o tecido cerebral, resultando em seu apelido nada carinhoso.

 

Os sintomas da MAP geralmente começam cerca de cinco dias após a exposição e podem incluir dores de cabeça, febre, náusea ou vômito. Em estágios mais avançados da doença, as vítimas podem apresentar rigidez no pescoço e confusão, além de mostrar falta de atenção às pessoas e ao ambiente ao redor.

 

Elas também podem desenvolver convulsões ou alucinações, e até mesmo entrar em coma. Geralmente, o paciente morre cerca de cinco dias após o surgimento dos indícios da meningoencefalite amebiana primária.

 

A INFECÇÃO E SEUS DESAFIOS

 

(Fonte: GettyImages/Reprodução)

Fotos:Reprodução

 

Crianças, como Bundy, estão no grupo de maior risco de infecção, em comparação com outros grupos demográficos. A razão para isso é incerta, mas o CDC sugere que pode ser porque jovens participam mais frequentemente de atividades aquáticas, como mergulho e brincadeiras no sedimento no fundo de lagos e rios.

 

O organismo não pode ser transmitido de uma pessoa para outra — ele entra no corpo apenas através da exposição à água contaminada. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças ressalta que "a única maneira segura de prevenir uma infecção é evitar atividades relacionadas à água doce quente, especialmente durante os meses de verão".

 

As pessoas que optam por nadar podem reduzir o risco impedindo que a água suba pelo nariz. Isso pode envolver evitar mergulhos, usar prendedores de nariz ou não colocar a cabeça debaixo d'água.

 

Embora vários medicamentos sejam eficazes contra a Naegleria fowleri em laboratório, sua eficiência fora de um ambiente controlado é incerta, pois quase todas as infecções foram fatais, mesmo quando as pessoas receberam tratamento.

 

A naegleríase é tratada com uma combinação de medicamentos que geralmente incluem anfotericina B, azitromicina, fluconazol, rifampicina, miltefosina e dexametasona.

 

A morte de Woodrow Bundy é um lembrete trágico da existência de ameaças biológicas raras, mas extremamente perigosas, em nosso ambiente natural.

 

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Embora a infecção pela ameba devoradora de cérebros seja extremamente incomum, a gravidade de suas consequências ressalta a importância da conscientização e da prevenção. 

 

Fonte:MegaCurioso

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