Os fósseis são da espécie Krusatodon kirtlingtonensis, que viveu junto dos dinossauros durante o período Jurássico
Dois esqueletos de 166 milhões de anos estão fornecendo aos cientistas informações valiosas sobre os antepassados dos mamíferos. Os fósseis são da espécie Krusatodon kirtlingtonensis, que viveu junto dos dinossauros durante o período Jurássico.
Durante o trabalho, aparelhos de raios-x foram usados para analisar os anéis de crescimento de dos dentes fossilizados. A equipe descobriu que um dos animais faleceu entre seis meses e dois anos de idade, enquanto o outro morreu aos sete anos.
Isso indica que os predecessores dos mamíferos tinham vidas mais longas do que os mamíferos modernos do mesmo tamanho, como os camundongos de estimação, que vivem cerca de três anos. Os fósseis também permitiram estimar a massa corporal dos bichos, sugerindo que o mais jovem ainda estava desmamando ou próximo de desmamar quando morreu.
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A idade avançada do desmame indica um desenvolvimento mais lento. Apenas mamíferos maiores, como o cusu-de-orelhas-grandes ou o macaco-de-Gibraltar, desmamam com a mesma idade. Segundo os cientistas, o ciclo de vida dos ancestrais dos mamíferos parecem mais com os dos répteis, dos quais descendem, com vidas mais longas.
To determine the age of the two mammals at death, I teamed up with Dr Elis Newham to use propagation phase-contrast synchrotron radiation X-ray micro-computed tomography (PPC-SRµCT) to count the cementum rings in the teeth. 9/n pic.twitter.com/tB66I1grdf
— Dr Elsa Panciroli (@gsciencelady) July 24, 2024
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A ciência ainda não sabe quando ou porquê os primeiros mamíferos passaram a se desenvolver mais rapidamente e ter vidas mais curtas, mas esse avanço foi importante para tornar este grupo o dominante entre as espécies de animais na atualidade.
Fonte: Olhar Digital