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Anderson Torres dá resposta inacreditável sobre documento golpista e provoca Flávio Dino
Foto: Reprodução

Foi revelado nesta quinta-feira (12/01) que durante a operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, realizada nesta terça-feira (10/01), foi encontrada uma minuta (proposta) de decreto para o então presidente da República instaurar o Estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e anular a eleição 2022.

 

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, tudo indica que a minuta foi preparada depois do resultado do segundo turno das eleições, na qual Bolsonaro (PL) foi derrotado pelo presidente Lula (PT).Diante da repercussão e do fato que, tal documento pode se tornar uma prova material contra o ex-presidente Bolsonaro, Anderson usou as suas redes sociais para tentar se justificar e ainda provocou o atual ministro da Justiça, Flávio Dino, ao dizer que é preciso "discernimento" para ocupar o cargo em que está.

 

"No cargo de Ministro da Justiça, nos deparamos com audiências, sugestões e propostas dos mais diversos tipos. Cabe a quem ocupa tal posição, o discernimento de entender o que efetivamente contribui para o Brasil", diz Torres.

 

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Em seguida, Anderson Torres afirma que o documento golpista não seria utilizado. "Havia em minha casa uma pilha de documentos para descarte, onde muito provavelmente o material descrito na reportagem foi encontrado. Tudo seria levado para ser triturado oportunamente no MJSP. O citado documento foi apanhado quando eu não estava lá…".


Por fim, Torres faz uma acusação genérica oa dizer que o documento foi vazado fora de contexto. "… e vazado fora de contexto, ajudando a alimentar narrativas falaciosas contra mim. Fomos o primeiro ministério a entregar os relatórios de gestão para a transição. Respeito a democracia brasileira. Tenho minha consciência tranquila quanto à minha atuação como Ministro", finaliza.

 


EXONERAÇÃO E PEDIDO DE PRISÃO 



Alexandre de Moraes, ministro STF, determinou, nesta semana, a prisão de Torres, que ainda não retornou ao Brasil de sua passagem pelos Estados Unidos.

 

Ex-ministro de Bolsonaro, Torres reassumiu o comando da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (DF) em 2 de janeiro e, em seguida, viajou de férias para os EUA.

 

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Com isso, ele não estava no Brasil, quando bolsonaristas cometeram atos terroristas, domingo (8), contra as sedes do STF, Congresso e Palácio do Planalto, em Brasília. A consequência é que ele foi exonerado pelo então governador do DF, Ibaneis Rocha, que também foi afastado por Moraes.

 

Fonte: Revista Fórum

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