Psicóloga explica como pais podem ajudar crianças e adolescentes a lidarem com as crises de ansiedade
Alguns estudos nos últimos mostraram que houve um aumento nos casos de depressão e ansiedade entre crianças e adolescentes. Segundo essas pesquisas, esse cenário ocorreu devido a pandemia de Covid-19, que teve um impacto significativo na saúde mental dessa população. No Brasil, por exemplo, uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP) mostrou que 35% dos jovens desenvolveram ansiedade ou depressão no período da crise pandêmica.
A psicóloga e fundadora da Tribo Mãe, Marília Scabora, explica que crianças e adolescentes com ansiedade e depressão podem demonstrar mudanças no comportamento, como irritabilidade, inquietação, dificuldade de concentração, alterações no sono e na alimentação. Além disso, podem sofrer sintomas físicos, como dores de cabeça, dores no estômago, ou sentir a respiração mais acelerada.
“Muitas vezes, eles evitam situações sociais ou atividades que antes eram prazerosas. Em adolescentes, a preocupação excessiva com o futuro ou o desempenho pode ser um indicador importante”, conta ela. “É importante que os pais estejam atentos ao próprio nível de estresse e ansiedade, pois as crianças captam esses sinais”, pontua.A ansiedade é um sentimento natural dos seres humanos que permite antecipar situações de risco e se preparar para os desafios diários. No entanto, existem situações cujo estado ansioso é considerado um transtorno e requer tratamento psicológico. “Se a ansiedade é desproporcional ao evento, dura por semanas ou meses, e afeta sua capacidade de funcionamento em casa, na escola ou nas interações sociais, é importante buscar uma avaliação profissional”, alerta Marília.
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De acordo com a especialista, uma rotina que equilibre momentos de estrutura e flexibilidade pode trazer benefícios para crianças e adolescentes. “Horários definidos para dormir, comer e estudar, intercalados com atividades livres, ajudam a criança a prever o que vai acontecer, o que traz segurança. Além disso, incluir momentos de conexão com os pais, como ler juntos, caminhar ou fazer algo criativo, fortalece o vínculo e cria um ambiente acolhedor e estável”, diz. Abaixo, a profissional listou cinco dicas importantes que ajudam nos momentos de crise de ansiedade:
Escute o que a criança ou adolescente sente, sem minimizar suas preocupações, criando um espaço seguro para que eles possam expressar seus medos.

Ensine técnicas simples de respiração, como inspirar lentamente pelo nariz e expirar pela boca. Isso ajuda a criança a recuperar o controle quando se sentir ansiosa.
Crianças e adolescentes se sentem mais seguros em um ambiente previsível. Estabelecer horários regulares para atividades diárias, como refeições, estudos e sono, pode reduzir a ansiedade.

Fotos: Reprodução
O simples ato de caminhar ao ar livre, brincar em parques ou praticar jardinagem pode ser muito eficaz para aliviar a ansiedade. Incentivar práticas como o mindfulness, a meditação ou até mesmo o simples ato de brincar e se divertir, sem pressões, pode ajudar a regular as emoções.
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“Além disso, respeitar o tempo e o processo de cada criança é essencial. Nem todas as estratégias funcionarão de imediato, mas a presença constante e o apoio emocional fazem uma grande diferença no enfrentamento da ansiedade”, conclui Marília.
Fonte: Alto Astral