Cantor está lançando a segunda parte do EP "Sorte" que tem samba biográfico estourado
“Em busca da minha sorte” é um desses sambas motivacionais, como “Tá escrito”, de Xande de Pilares, e “Clareou”, de Diogo Nogueira. Pode cair aí em qualquer roda, que é a plenos pulmões que você vai ver a galera cantá-los. É o que vem acontecendo com a mais nova música de Thiaguinho, um hit daqueles que se entoa de olhos fechados, mãos para o alto e fé no amanhã.
Ainda que não composta por ele, este é um pagode biográfico. O cara tem sorte, não há como negar. Fé, então, nem se fala. Mas também persistência, muito trabalho e um pacto com a vida, universo, chame lá como quiser. Assim como seu mais recente sucesso, Thiaguinho sempre soube que estaria no lugar que ocupa hoje. Que vai além das paradas musicais.
“É a música que mais tem mexido com as pessoas e tem uma coisa que adoro, que é essa coisa passional que a letra proporciona. Tinha isso também em ‘Vencedor’, no meu álbum de comemoração dos 20 anos de carreira. Gosto de participar da vida das pessoas, não só com músicas de amor e alegria, mas também com mensagens que possam mexer, que motivam e encorajam”, avalia o cantor, que lançou recentemente a segunda parte do EP “Sorte”.
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Thiaguinho sabe que a sorte esteve (e continua!) ao seu lado. Aquela coisa de estar no lugar certo, na hora exata. Foi assim quando surgiu no “Fama”, em 2002, e a partir disso chamar atenção do Exaltasamba, grupo oriundo dos anos 1990 e que ainda bombava, uma década depois, mas que precisava se reinventar, rejuvenescer.
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“No meu caso, é claro que agradeço a Deus pelo talento, o dom, a percepção musical, por ter a consciência de saber que sou um cantor e a responsabilidade que tem nisso, mas também tenho sorte de ter tido no caminho um ‘Fama’, que me abriu as portas e me tornou conhecido, depois tive a sorte do Exalta me convidar para participar do grupo, e a sorte de ter um Péricles, que me acolheu do jeito que me acolheu, o carinho das pessoas, enfim, tive sorte de chegar até aqui e, principalmente, de permanecer aqui. Porque isso é o mais difícil. Já são 22 anos”, pondera.
Parafraseando os clichês “Nunca foi sorte, sempre foi Deus” ou “Não me inveje, trabalhe”, qualquer uma das duas, ou as duas, poderia estar colada no para-choque do carro de Thiago André Barbosa, 41 anos. Filho dos professores João e Glória Maria, cresceu com foco, força e fé. E disciplina. Muita.
“Sempre tive um senso de responsabilidade muito grande, meus pais são professores, e eu sempre estudei na escola em que meu pai dava aula ou era coordenador. Ou seja, tinha nem chance de vacilar! E sempre fui muito cobrado por isso, porque eu tinha que ser um exemplo para os outros”, recorda.
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Fotos: Reprodução
A responsa foi levada pra vida adulta e a autocobrança também. “Tanto que tenho que relaxar um pouco, porque me cobro demais”, confessa Thiaguinho. Viciado em trabalho nato, o cantor se descreve como um operário do entretenimento. E, como trabalhador que é, aprendeu a dar valor aos períodos de folga com a chegada da maturidade: “Sou um trabalhador e amo meu trabalho, me faz muito feliz estar no palco, mas também sei aproveitar o que ele me proporciona. E hoje consigo conciliar muito bem tudo isso”.O “tudo isso" só foi possível com a chegada da maturidade. Entrar nos 40 fez de Thiaguinho uma pessoa menos ansiosa, mais confiante e sábia.
“Acho maravilhoso fazer mais um ano, em primeiro lugar. Mais um ano de vida, experiência, aprendizado... Quanto mais o tempo passa, mais entendo sobre a vida e espero nem estar na metade desse aprendizado. Eu era um garotinho de 19 anos quando comecei, e agora sou um garotão de 41”, brinca.
Parte desse aprendizado veio na pandemia. Thiaguinho se viu sozinho, sem o palco e muito menos público. Isso depois de uma separação e a sequência de shows do Tardezinha em todo o país, além de um Maracanã lotado. Foi preciso buscar ajuda e olhar pra dentro.
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“Faço terapia e eu realmente me senti muito ansioso e angustiado naquele momento, assim como a grande maioria, pois não sabia quando poderia voltar, por não pode fazer o que eu amo tanto. E precisei focar no meu autoconhecimento, o que já buscava, mas ali foi mais forte”, revela.
Fonte: Terra